quinta-feira, 16 de maio de 2013

Vou falar o que?

Cerimonialista do RS cria empresa para organizar casamentos gays

Com aprovação de leis, Rossano Gastaldo enxergou oportunidade no nicho.
Casal de Porto Alegre realizou cerimônia religiosa e firmou relacionamento.


Rossano criou a That's Amore ao lado da sócia Cristina Voguel (Foto: Luiza Carneiro/ G1)Rossano criou a That's Amore ao lado da sócia Cristina Voguel (Foto: Luiza Carneiro/ G1)
Longe dos tabus, a união homossexual passou por uma repaginação em 2013. Tanto do ponto de vista jurídico quanto social, os casamentos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), apoiados em leis de reconhecimento, passam a se tornar um nicho no mercado de eventos também. De olho na nova área, um empreendedor de Porto Alegre lançou no início deste ano uma empresa voltada apenas aos cerimoniais gays.
“Percebi isso e vi que não podemos deixar uma fatia tão importante da população sem um atendimento sofisticado”, explica Rossano Gastaldo, 29 anos, criador da That’s Amore. No mercado há quatro anos, o produtor trabalha com Cristina Vogel, que realiza eventos desde 2006. A partir da nova legislação, a dupla passou a ser questionada para realizar festas entre pessoas do mesmo sexo também.
Nos serviços da nova empresa, Rossano cuida de todos os detalhes. Desde a supervisão da montagem da festa, o recebimento de materiais contratados, a coordenação dos fornecedores, a orientação aos pais e padrinhos e o cerimonial da festa propriamente dito. Roteiros são pensados para que tudo siga uma ordem.
Além disso, para os clientes mais exigentes, a That's Amore pretende também assessorar em todos os quesitos, da escolha do local da festa à papelaria. "O nome foi inspirado em uma música, 'That's Amore', cantada por Dean Martin. E o conceito é bem esse, disseminar o amor para todo mundo. Quero falar sobre o que une um casal e fazer isso", conta o empreendedor.
O mundo gay precisa começar a se posicionar e criar demanda"
Rossano Gastaldo, cerimonialista
Rossano é economista e cursa pós-graduação em marketing pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Durante as aulas, desenvolveu um trabalho que investigava as possibilidades de abrir o novo negócio. “Levantei dados e percebi que, por não existir uma estrutura familiar tradicional, sobra dinheiro para estas pessoas. E este dinheiro normalmente é investido em viagens e estudos, e pode ser usado para festas e comemorações também”, completa o empresário.
Segundo o Censo 2010, o Brasil soma 60 mil casais homossexuais, dentre 37,5 milhões de casais do mesmo sexo. A Pesquisa Out of Now Global, realizada por uma empresa holandesa que levanta tendências e estudos da comunidade LGBT, aponta que 36% está na classe A, 47% na classe B, e que a comunidade gasta em média 30% a mais do que heterossexuais em bens de consumo. Ainda no nicho, de acordo com a Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes (Abrat-GLS), o perfil movimenta R$ 150 bilhões por ano. “É uma oportunidade de mercado muito grande. E se o mundo gay não começar a se posicionar, o mercado não vai expandir. Temos que criar esta demanda”, aponta Rossano.
Rossano vai abrir escritório focado no público gay (Foto: Luiza Carneiro/ G1)Rossano vai abrir escritório focado no público gay
(Foto: Luiza Carneiro/ G1)
Além da oportunidade, Cristina acredita que a conquista do direito do casamento entre homossexuais é um avanço. “No casamento hétero a gente orienta a cerimônia religiosa e a civil. Já no homossexual, o que existia era apenas a união homoafetiva, então normalmente se chama um celebrante”, explica a empresária. Fato que irá mudar. Na última terça-feira (14), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou uma resolução que obriga os cartórios de todo o país a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento. “O celebrante normalmente trazia elementos para a cerimônia, falava bem e apresentava algumas simbologias”, complementa a gaúcha.
Para a produção do evento, algumas diferenças do casamento considerado "tradicional" são meticulosamente pensadas. A começar pelo espaço dos encontros entre produtores e clientes. No escritório onde Rossano e Cristina trabalham, as paredes são forradas por quadros com fotos de casamentos heterossexuais.
“Estou montando meu próprio espaço para tratar com exclusividade e discrição todos os detalhes”, revela Rossano, que valoriza a identidade dos clientes.
Anderson e Tiago casaram no religioso em Porto Alegre (Foto: Arquivo Pessoal)Anderson e Tiago casaram no religioso em Porto
Alegre (Foto: Arquivo Pessoal)
Casal gay casa no civil e religioso
Quem aproveitou a oportunidade de firmar no papel o relacionamento de anos foi o produtor cultural Anderson Lee Lopes, de 39 anos, e o professor de geografia Tiago Bassani Rech, de 29 anos. No último dia 20, o casal se uniu em cerimônia religiosa de uma casa de umbanda no jardim do Museu Julio de Castilhos, casa histórica localizada no centro de Porto Alegre. Cerca de 150 convidados celebraram a união e participaram de uma janta em um restaurante da cidade.
“Estamos juntos há oito anos e fizemos a festa bem com a nossa cara. No convite, por exemplo, não sabíamos quem iria convidar, como nos convites héteros. Então escrevemos: ‘Anderson e Tiago convidam, ou Tiago e Anderson convidam, como preferir’”, contou com bom humor Anderson. "Na cerimônia religiosa, entramos em fila juntos, seguidos pela minha mãe e avó, e o pai de santo, que é meu pai de sangue também”.
O casamento civil foi realizado um dia antes no cartório. “Uma amiga nossa cantou o hino da umbanda em capela, decoramos com muitas flores e os convidados deveriam estar vestidos de branco. Somos muito brincalhões, então deixamos o ambiente muito descontraído”, emociona-se.
Agora, Anderson aguarda a transferência de Tiago para Porto Alegre. O professor dá aula em uma instituição de Pelotas e pretende morar junto com o marido até julho. “O dia em que casei foi o mais feliz da minha vida”, finaliza Anderson.

domingo, 27 de maio de 2012

CUIDE DO MAIS IMPORTANTE


Era uma vez o jovem que recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem e alguns diamantes a um outro rei de uma terra distante.
Recebeu também o melhor cavalo do reino para levá-lo na jornada.
- Cuida do mais importante e cumprirás a missão! – disse o soberano ao se despedir.
Assim, o jovem preparou o seu alforje, escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada a cintura, sob as vestes.
Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte.
E não pensava sequer em falhar. Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz, pronto para desposar a princesa.
Aliás, esse era o seu sonho e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças.
Para cumprir rapidamente sua tarefa, por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam sua montaria. Assim, exigia o máximo do animal.
Quando parava em uma estalagem, deixava o cavalo ao relento, não lhe aliviava da sela e nem da carga, tampouco se preocupava em dar-lhe de beber ou providenciar alguma ração. – Assim, meu jovem, acabas perdendo o animal – disse alguém.
- Não me importo – respondeu ele – Tenho dinheiro. Se este morrer, compro outro. Nenhuma falta fará!
Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportando mais os maus-tratos, caiu morto na estrada.
O jovem simplesmente o amaldiçoou e seguiu o caminho a pé..
Acontece que nessa parte do país havia poucas fazendas e eram muito distantes umas das outras.
Passadas algumas horas, ele se deu conta da falta que lhe fazia o animal.
Estava exausto e sedento. Já havia deixado pelo caminho toda a tralha, com exceção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei: “Cuida do mais importante!”
Seu passo se tornou curto e lento. As paradas freqüentes e longas. Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota. Mais tarde caiu exausto no pó da estrada, onde ficou desacordado. Para sua sorte, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino, o encontrou e cuidou dele. Ao recobrar os sentidos, encontrou-se de volta em sua cidade.
Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido e com a maior desfaçatez, colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo “fraco e doente” que recebera.
- Porém, majestade, conforme me recomendaste, “cuida do mais importante”, aqui estão as pedras que me confiaste. Devolvo-as a ti. Não perdi uma sequer.
O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu, mostrando completa frieza diante de seus argumentos. Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado.
Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia:
“Ao meu irmão, rei da terra do Norte. O jovem que te envio é candidato a casar com minha filha.
Esta jornada é uma prova. Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo. Recomendei que cuidasse do mais importante. Faz-me, portanto, este grande favor e verifica o estado do cavalo.
Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e força de quem o auxilia na jornada.
Se, porém, perder o animal e apenas guardar as pedras, não será um bom marido nem rei, pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha nem àqueles que o servem”.
Comparo esta história com o ser humano que segue sua jornada na vida, tão preocupado com seu exterior, isto é, com os bens, que tudo guarda como se fosse tudo ouro, esquecendo de alimentar também a sua alma e o seu espírito com a alegria e o amor de Deus.
Certamente não cumprirá a missão, já que não sabe guardar o que é mais importante. Se você tiver a oportunidade de conhecer pessoas assim, como conheci e conheço a muitos , verá que na intimidade têm mais problemas que você ou eu e são cercados de infelicidades .”

terça-feira, 27 de março de 2012

Era um desejo meu cursar Direito', diz baiano formado aos 84 anos

Ele coleciona três faculdades e também formações em escolas técnicas.
Em março deste ano ele realizou o desejo de tornar-se bacharel em Direito.

Sr. Leur comemora com familiares e amigos na formatura de direito na Bahia (Foto: Leur Teixeira/ Arquivo Pessoal) Teixeira comemora com familiares e amigos na formatura de Direito (Foto: Leur Teixeira/ Arquivo Pessoal)

Ele já trabalhou como agricultor, como técnico em contabilidade, empreendedor na área de comércio, se formou em Administração e em Pedagogia, mas nunca desistiu do sonho de ser bacharel em Direito. Aos 84 anos, o baiano Leur Teixeira realizou esse desejo. No dia 10 de março deste ano ele se formou em Direito pela Faculdade Dom Pedro II, em Salvador.

A trajetória até aí foi longa e ele já tem outros projetos pela frente. "Agora vou cursar a pós-graduação em Direito Trabalhista, ganhei uma bolsa da faculdade e pretendo escrever dois livros: um sobre a minha vida e o outro sobre a violência em Salvador", afirma.

Era um desejo meu cursar direito, sempre achei que tinha vocação para isso"
Leur Teixeira

Leur Teixeira nasceu em Ibirataia, no sudoeste da Bahia. Sétimo filho de 12 irmãos, foi somente aos 23 anos que ele cursou o antigo primário e aos 27 concluiu o segundo grau. Nesse período, ele aproveitou as oportunidades e fez dois cursos técnicos, um na área comercial e o outro em contabilidade.

“Sempre gostei muito de ler quando eu aprendi não existia escola pública, tinha que pagar um professor para ir em casa ensinar as crianças. Dos 6 aos 10 anos eu aprendi a ler, escrever e a fazer as quatro operações matemáticas em casa”, lembra.

Quando terminou o curso técnico em contabilidade, Teixeira foi morar no município de Itabuna, na região sul da Bahia, onde abriu um escritório. Aos 30 anos, ele veio para Salvador para trabalhar na área financeira de uma empresa e começou a estudar para realizar o grande sonho da sua vida. “Em 1960 fiz o vestibular pela primeira vez para Direito. Foi na Universidade Católica de Salvador (Ucsal), mas não passei”, afirma.

Outras tentativas
Cinco anos depois, ele tentou novamente, desta vez na Universidade Federal da Bahia (UFBA), mas também não foi aprovado. Em 1971, ainda estudando para passar na seleção para o curso de Direito, Teixeira resolveu cursar Administração na Ucsal. “Estava me preparando para fazer direito, vi um anúncio sobre o curso de Administração da Ucsal e passei em 22º lugar. Fiz o curso em seis anos porque conciliava com o trabalho”, relata. Em seguida, ele fez outro curso técnico, desta vez na área de segurança industrial.

A experiência acadêmica do atual bacharel em direito o levou para sala de aula em alguns cursos técnicos em Salvador, foi aí que ele percebeu a vocação para lecionar e resolveu fazer outra faculdade, a de Pedagogia. Com uma pós-graduação, ele se especializou na área dois anos depois de terminar o curso.

O curso de Direito não ficou de lado. Apaixonado pelas leis ele considera que ao longo dos anos a experiência nas diversas áreas em que estudou e trabalhou ajudou um pouco a entendê-las. “Era um desejo meu cursar Direito, sempre achei que tinha vocação para isso”, enfatiza.

A filha caçula de Sr. Leur, Rosemeire Teixeira, diz orgulhar-se da trajetória do pai na Bahia (Foto: Lílian Marques/ G1)A filha caçula de Teixeria, Rosemeire, se orgulha da
trajetória do pai (Foto: Lílian Marques/ G1)

Exemplo

Também incentivado pelas filhas, que já estudavam para fazer vestibular, em 2007 Teixeira fez um teste para cursar a Faculdade de Direito na instituição Dom Pedro II e foi aprovado. “Eu acho linda a história do meu pai porque ele nunca desistiu de fazer Direito”, orgulha-se a filha caçula, Rosemeire Borges Teixeira, 23 anos, estudante de Comunicação.

Funcionário da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) há 5 anos, Teixeira começou o trabalho no local como assessor técnico. Há dois anos, quando chegou o período de estagiar, ele pediu para trabalhar na área jurídica da Ebal e foi atendido. Muito querido na empresa, por onde passa o bacharel em Direito recebe elogios e é uma inspiração para quem está começando agora. “Acho ele um exemplo. Aos 84 anos se formar em Direito, é uma trajetória bonita”, diz o estudante do 9º semestre de Direito, Diego Trindade, que trabalha com o colega na assessoria jurídica da empresa.

O presidente da Ebal, Reub Celestino, afirma que mesmo depois de formado o funcionário, que agora se prepara para o teste da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), tem lugar garantido no setor jurídico da Ebal. “Ele vai começar uma nova vida como advogado na Ebal. Ele demonstra que a vida não é finita, que aos 84 anos pode-se recomeçar e que a vida é feita de princípios. Considero ele um dos exemplos maravilhosos de vida”, disse.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Mais uma chance


– Eu estou cansado de passar horas trabalhando no mesmo lugar e ver todos os dias as mesmas pessoas. Cansado de chegar em casa e ver que tudo continua do mesmo jeito. Eu quero descansar e assistir meu jornal, mas meus filhos não deixam; eles querem brincar, conversar, querem que eu os ajude a fazer a lição de casa. Poxa, será que eles não entendem que eu estou cansado? Até meus pais me irritam algumas vezes.

- Trabalho, casamento, trânsito, filhos, pais, despesas… tudo isso está me deixando louco. Eu quero paz! A única hora que tenho paz é quando vou dormir; fecho os olhos e me esqueço de tudo e de todos.

Mas hoje, ao dormir, alguém veio falar comigo…

- Olá, eu vim te ajudar.

- Quem é você? Como entrou aqui?

- Sou um anjo de Deus. Ele ouviu as suas queixas e achou que você tem razão.

- Mas isso não é possível! Para isso estar acontecendo eu teria que estar no…

- Isso mesmo, você está… Você não se preocupará mais em ver sempre as mesmas pessoas no trabalho, não terá que agüentar sua família, seus filhos não o incomodarão mais, não precisará ouvir os conselhos de seus pais, e nem terá mais qualquer despesa para se preocupar. Ah, e aqui não tem trânsito.

- Mas o que acontecerá com todos? Com o meu trabalho? Com a minha família?

- Não se preocupe. No seu trabalho já contrataram outra pessoa para o seu lugar e ele certamente está muito feliz porque estava desempregado.

- E minha esposa, meus filhos?

- À sua esposa será dado um bom marido, que a queira bem, que a respeite e admire por suas qualidades; alguém que aceite seus gostos e defeitos, e até suas reclamações. Além disso, ele se preocupará com os seus filhos como se fossem filhos dele. De certo ficará muito feliz, já que é estéril e não pode ter filhos. Todos estarão muito felizes.

- Mas eu não quero isso!

- Sinto muito, mas a decisão já foi tomada.

- Mas isso significa que eu jamais voltarei a beijar minha esposa, nem ver o rostinho dos meus filhos. Não vou poder dizer “eu te amo” e nem mostrar o quanto eles são importantes pra mim. Não vou nem poder abraçar os meus pais? Não, eu não quero morrer, quero viver, envelhecer junto com a minha esposa, fazer a viagem que há muito planejamos, colocar aquela roupa que ganhei, levar meus filhos ao passeio que sempre prometi. Eu não quero morrer!

- Mas você não queria descansar? Agora já tens seu descanso eterno, durma para sempre.

- NÃO, NÃO QUERO, POR FAVOR, DEUS!

- Que aconteceu amor? Teve um pesadelo? – Disse minha esposa me acordando carinhosamente.

- Sim, um pesadelo horrív… – Parei a frase na metade, olhei pro rostinho dela, seu semblante de preocupação comigo, ali do meu lado, e então sorrindo falei:

- Não meu amor. Não tive pesadelo nenhum, tive um encontro com Deus, que me ajudou a lembrar de coisas que eu havia esquecido, e que acaba de me dar uma nova oportunidade de valorizar tudo aquilo que tem colocado em minhas mãos.

Temos a tendência de nos acostumarmos com a rotina do dia-a-dia, com as pessoas que amamos e convivemos, com as coisas que temos (e não temos), e acabamos deixando de perceber a importância que elas têm em nossas vidas, e como seria difícil viver sem elas. Busque prestar mais atenção nas pessoas e em tudo aquilo que está ao seu redor. Valorize as coisas simples da vida. Cuide bem das pessoas e coisas que Deus tem colocados em suas mãos. Cada dia é uma nova oportunidade para fazermos a coisa certa.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Gaby já com 5 ANOS... O tempo voa...


Meus bebês...



Minha Pituca


Gaby e suas priminhas
Julia & Juliana

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Igreja reage a anúncio com Cristo ‘abençoando’ traição

Arquidiocese do Rio ameaça processar criminalmente site que ajuda a encontrar amantes

POR PÂMELA OLIVEIRA

Rio - Um dos dez mandamentos da Igreja Católica ensina que não se deve cobiçar a mulher do próximo. Um site especializado em relações extraconjugais, no entanto, ignorou o ensinamento e usou a imagem do Cristo Redentor em um outdoor do serviço, que promete facilitar a pulada da cerca. O uso da imagem cristã pode acabar em ação criminal na Justiça. A Arquidiocese do Rio — que tem o direito de imagem — mandou notificar a empresa The Ohhtel, dona do site, para que retire o outdoor “imediatamente”.

Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Outdoor na Avenida Armando Lombardi usa imagem do Cristo em publicidade de site que estimula a traição | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia

“O uso do Cristo Redentor neste outdoor é um absurdo. É um desrespeito à fé, à integridade religiosa, à imagem de Jesus. O Redentor agrega coisas boas e não combina com coisas errôneas, obscuras. A comunidade católica ficou chateada. Não faz sentido o Cristo ser vinculado a anúncio como este”, diz o reitor do Santuário do Cristo Redentor, padre Omar Raposo.

No outdoor, instalado na Avenida Armando Lombardi, na Barra da Tijuca, a imagem do Cristo Redentor está ao lado de um conselho nada cristão: “Tenha um caso agora! Arrependa-se depois”.

“A empresa está sendo notificada para tirar o outdoor. Caso isso não ocorra 24 horas após a notificação, poderá ser processada civilmente por uso indevido da imagem e criminalmente, por desrespeito ao objeto de culto e uso deturpado da imagem”, afirma a advogada Claudine Milone Dutra, da Arquidiocese do Rio.

O reitor do Santuário garante que a Arquidiocese não deu autorização para o uso da imagem: “Não dei e jamais daria autorização para o uso da imagem do Cristo Redentor com esta finalidade. Eles foram muito imprudentes”.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Professora argentina apela por 'morte digna' da filha de dois anos

Uma professora argentina fez um apelo para que sua filha de 2 anos de idade, em estado vegetativo desde que nasceu, possa ter uma 'morte digna'.

Selva Herbón, 37 anos, afirma que sua filha Camila, de dois anos e três meses, está em um estado vegetativo permanente desde que nasceu. Durante o parto, Camila ficou um período sem receber oxigênio, o que pode ter provocado danos cerebrais.

A professora enviou uma carta na semana passada aos deputados do país pedindo a aprovação de projeto de lei que permita 'a morte digna' de Camila.

Herbón escreveu que a situação da menina é 'irrecuperável e irreversível', mas que existe um 'vazio legal' na legislação atual que impede a retirada dos aparelhos que a mantém viva.

Na carta, a mãe diz ainda que especialistas de quatro lugares deram parecer favorável a 'limitar o esforço terapêutico e retirar o suporte vital' da criança.

Ela diz, porém, que nenhum médico quer se arriscar a desligar os aparelhos, já que o fato, com as leis atuais, seria definido como 'homicídio'.

Selva e seu marido, Carlos, são pais também de uma menina de 8 anos, saudável.

'Na minha condição de mãe, eu lhes suplico, a partir do meu caso e de muitos outros, que seja aberto o debate (no Parlamento)', afirmou na carta.

Sem visitas

Em entrevista à BBC Brasil, a professora disse ter certeza de que a 'morte digna' é o melhor para Camila.

'Na minha concepção de mãe, ela não tem vida digna. Camila não vê, não escuta, não chora, não sorri. Eu e meu marido não queremos que ela tenha uma vida mantida de modo artificial', disse.

A professora contou que o marido e a filha já não visitam a menina, internada no hospital Centro Gallego, da capital argentina, porque não suportam ver 'a criança crescer, mas sem sentir nada'.

'Conversei com um especialista da Universidade Católica Argentina (UCA) que me disse que é possível desligar, legalmente, os aparelhos desde que se comprove que ela tem morte cerebral. Vamos tentar conseguir um médico que confirme este fato', disse.

Questionada se o desligamento dos respiradores artificiais significaria eutanásia, ela respondeu: 'Eutanásia quer dizer 'boa morte''.

Selva afirma que recebeu, nesta quarta, um diploma por um curso virtual de bioética que estudou durante quatro meses.

'Eu quis estudar para entender melhor o que estou defendendo para minha filha', disse.

Segundo ela, outros pais 'podem preferir ter um filho nestas condições, para poder acariciá-lo todos os dias'.

'Mas não é o que entendo como vida para minha filha', afirmou.

Especialistas

O apelo de Selva Herbón foi destaque nos jornais Clarin e La Nación, os principais da Argentina, e gerou entre especialistas manifestações pró e contra o pedido da mãe.

'Uma pessoa em estado vegetativo persistente pode permanecer assim entre oito e dez anos. Mas a maior quantidade de informação disponível hoje é em relação aos adultos. Por isso, se busca o consenso (sobre a morte digna) em cada caso', disse o presidente da Associação Cérebro Vascular Argentina, Conrado Estol.

A coordenadora do Comitê de Bioética do Incucai (Instituto Nacional Central Único de Doações e Transplantes), Beatriz Firmenich, disse que a menina 'já não deveria estar viva'.

Mas o diretor do Departamento de Bioética da Universidade Austral, Carlos Pineda, é contra o desligamento dos aparelhos. 'É um ser humano que merece ser respeitado. Mas sua família não a considera um ser humano, e por isso pede que ela seja morta', disse Pineda.

O deputado Miguel Bonasso, do partido Diálogo por Buenos Aires, disse que o debate deve ser aberto, e por isso recentemente apresentou um projeto de lei no Congresso que possibilita 'a autonomia dos pacientes e o respeito à sua vontade'.

Seus assessores disseram, porém, que o texto foi pensado para adultos, e não para crianças, e por isso o debate é a melhor saída. De acordo com a imprensa local, outros oito projetos semelhantes estão no Congresso.

Para o assessor de Bioética da Secretaria de Direitos Humanos do governo federal, Juan Carlos Tealdi, o estado da menina é 'irreversível' mas, na sua opinião, os médicos 'têm medo de ser processados' pela Justiça.

Na Argentina, duas províncias, Neuquén e Rio Negro, sancionaram recentemente leis que legalizam a 'morte digna'.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Filme "porno evangélico" é produzido e gera polêmica


O principal objetivo da pornografia cristã é, segundo o movimento, permitir que casais cristãos casados possam celebrar melhor a sua sexualidade.


Um movimento criado nos Estados Unidos, chamado “Sex In Christ”, tem gerado polêmica ao anunciar a produção de filmes pornográficos direcionados aos Evangélicos. A idéia, segundo os membros do movimento, é realizar “Filmes Cristãos Pornô”, que sirvam de modelo educativo. Para isso, eles criaram algumas regras, como “retratar somente casais matrimonialmente ligados em atos sexuais”.

“Isto significa que quaisquer parceiros sexuais, em uma produção pornô cristã devem ser marido e mulher, dentro e fora da tela”, afirma trecho do texto publicado no site do “Sex In Christ”. Lá, existem ainda outras diretrizes de como os filmes seriam realizados. O principal objetivo da pornografia cristã é, segundo o movimento, permitir que casais cristãos casados possam celebrar melhor a sua sexualidade, a fim de se tornar mais íntimo entre si.

“Nós encaramos os casais assistindo estes filmes e vídeos em conjunto, utilizando-os para iniciar um diálogo franco e aberto sobre a sexualidade e as suas próprias relações sexuais e, em seguida, aplicar as técnicas ilustradas nos filmes e incorporá-las em seus próprios atos”, afirma.


Confira abaixo as regras estabelecidas para a produção desse tipo de filme:


•Deve retratar só casais matrimonialmente ligados em atos sexuais. Isto significa que quaisquer parceiros sexuais, em uma produção pornô cristã devem ser marido e mulher, dentro e fora da tela. Todos os agentes devem ser casados na vida real e retratarem a vida real. E eles só devem ter relações sexuais com seus cônjuges;

•Deve retratar o sexo dentro de contexto de um casamento cristão. Devem-se aparentar através das ações, comportamentos e fala dos personagens retratados que são cristãos e que levam um estilo de vida cristã, e tem um casamento no qual sua fé é o ponto principal. Isto pode ser ilustrado em uma variedade de formas, com cenas mostrando por exemplo, um jovem orando em conjunto e estudando a Bíblia e freqüentando a Igreja ou realizando funções na Igreja e outras cenas relativas a um outro casal cristão fazendo sexo fora do seu quarto;

•Devem ser instrutivos. Parte da missão da pornografia cristã é o de educar crentes casados em como conseguir mais prazer sexual na intimidade de seus relacionamentos. Isso pode ser muito bem feito através da dramatização de diversas técnicas e posições sexuais, para que jovens possam aprender a incorporá-las em suas rotinas de fazer amor. Nos seus papéis na tela, os atores-crentes devem ser um modelo correto tanto em técnicas como de atitudes sexuais adequadas, portando-se de uma forma respeitosa com os órgãos uns dos outros como um sagrado dom de Deus que eles são;

•Não deve haver sexo extraconjugal, a não ser que seja para ilustrar as quedas de adultério. Os casais, em uma produção pornô cristã nunca devem ter relações adúlteras, a menos que seja para demonstrar que eles e seus parceiros sofrem e são punidos pelos seus pecados;

•Deve ser inspirador, centrada no reforço do matrimônio cristão e da fé cristã. Pornô cristão deve ter uma mensagem positiva. Evidentemente, a sua mensagem principal seria o de demonstrar o uso sagrado da sexualidade e sensualidade para reforçar os laços do casamento cristão. Mas em todos os outros aspectos, deverá afirmar valores cristãos na comunidade, na família, valores de fé, honestidade, caridade, e assim por diante. O filme deve demonstrar que ter uma vida sexual alegre e que satisfaça o casamento é um dos frutos de seguir o caminho da retidão;

•Sem obscenidades. Embora exclamações de prazer sejam aceitáveis, como são os sons naturais nas expressões no ato sexual, Cristianismo pornô não deve conter obscenidades ou juramentos. Os participantes deverão abordar uns aos outros com amor e respeito em todas as ocasiões;

•A utilização correta do pornô cristão;


* E você ainda acha que viu tudo?
MISERIQUEIMA

terça-feira, 19 de julho de 2011

Polícia busca imagens de agressão a homem que teve orelha cortada Segundo delegado, evento em São João da Boa Vista tinha monitoramento. Agressores v

A Polícia Civil investiga se câmeras de segurança instaladas em uma festa agropecuária realizada em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, registraram o momento em que um autônomo de 42 anos foi atacado e teve umaparte de sua orelha decepada na última sexta-feira (15). O homem estava abraçado a seu filho de 18 anos quando um grupo os abordou e perguntou se eles eram gays. Mesmo diante da negativa, os dois foram atacados.

“Existe monitoramento interno lá. Então, a gente está tentando colher essas imagens para conseguir fazer uma filtragem e ver se a gente consegue, através delas, apurar o autor”, disse o delegado Fernando Zucarelli, do 1º Distrito Policial de São João da Boa Vista, nesta terça-feira (19). “Estão sendo ouvidas testemunhas. A vítima foi ouvida e está sendo submetida a exames, tentando chegar à elucidação do fato.”

O autônomo vive na cidade vizinha de Vargem Grande do Sul e foi à festa com seu filho, que mora no ABC com a mãe, e com as namoradas dos dois. “Elas foram no banheiro e nós ficamos em pé lá. Aí eu peguei e abracei ele. Aí passou um grupo, perguntou se nós éramos gays, eu falei: ‘Lógico que não, ele é meu filho’. Ainda falaram ‘agora que liberou, vocês têm que dar beijinho’. Houve um empurra-empurra, mas acabou, eles foram embora, achamos que tinha acabado ali”, contou a vítima.

Pouco depois, entretanto, o grupo voltou. “Não sei se eu tomei um soco, o que foi, veio de trás, pegou no queixo, eu acho que eu apaguei. Quando eu levantei, eu achei que tinha tomado uma mordida, eu senti, a minha orelha já estava no chão.”


Segundo médicos, foi usado um objeto cortante. Não foi possível reimplantar o pedaço retirado.

Depoimentos

De acordo com o delegado responsável, o depoimento das testemunhas coincide com o que foi relatado pela vítima. “As testemunhas viram somente a agressão. A principio disseram não conhecer o agressor, mas o depoimento delas converge para o mesmo fato, o mesmo agressor, a mesma situação”, afirmou. Segundo ele, apenas uma pessoa agrediu o pai e cortou sua orelha, enquanto outra pessoa atacou o filho, que também ficou ferido.

Segundo o delegado, apesar de os depoimentos apontarem que a confusão começou porque pai e filho estavam abraçados, ainda não é possível dizer que se trata de um caso de homofobia. “Estamos apurando. A princípio, pelo que ouvimos até agora, isso não está bem claro. Só mesmo com o decorrer da apuração a gente vai poder dizer”, afirmou.

Além da agressão, os jovens poderão responder também por discriminação. As vítimas disseram não conhecer os suspeitos.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Missionária Lanna Holder abre igreja gay em São Paulo

Lanna Holder, pregadora que fez muito sucesso no meio pentecostal, e que se separou do esposo por causa de um romance homossexual, volta ao cenário religioso com uma proposta bombástica: Juntamente com sua companheira, a pastora Rosania Rocha, Lanna inaugurou no dia 3 de junho a Comunidade Crista Cidade de Refúgio, na cidade de São Paulo. “Somos uma igreja que ama a todos e não exclui a ninguém, que anseia ser UM LUGAR AOS ESCOLHIDOS, pela convicção de que Deus não faz acepção de pessoas”, diz o site da igreja.

Lanna e Rosania fazem convite para a inauguração da igreja “inclusiva”

“Com apenas 12 anos de idade conheci o lesbianismo. Aos 17, fui a uma boate gay e tive a minha primeira intimidade sexual com mulher. Logo depois desse acontecimento, saí de casa para morar com uma mulher 12 anos mais velha do que eu”, revelou Lanna em uma entrevista antiga ao portal ELNET. Sobre a experiência de conversão, ela acrescenta: “Foi no dia 12 de dezembro de 1995, aos meus 21 anos. Larguei todas as minhas práticas imediatamente. Pedi à minha mãe, que ligasse para a minha ex-companheira e avisasse que eu não iria mais voltar, pois havia me convertido. Milagrosamente o álcool, as drogas e o homossexualismo ficaram para trás.

Tendo alcançado fama depois de suas aparições no congresso dos Gideões Missionários da Última Hora (Camboriú) contando o testemunho de como Deus a havia livrado do lesbianismo, a missionária contraiu matrimonio e se projetou em uma carreira singular no âmbito pentecostal. Conhecida pelos admiradores pela grande capacidade de memorizar textos bíblicos, Lanna chegou a ser uma espécie de protótipo ministerial, sendo imitada em suas roupas e gestos por centenas de mulheres assembleianas, tal como acontece hoje com o pastor Marco Feliciano.

Lanna Holder: Divórcio e relação homossexual mancham a carreira da pregadora


Revista Eclesia, ed. 130

No ano de 2003 a igreja evangélica foi sacudida por um escândalo envolvendo a missionária: um caso homossexual envolvendo Lanna e Rossania, então dirigente de louvor da World Revival Church – Igreja do Avivamento Mundial, nos Estados Unidos, Presidida pelo Pr. Ouriel de Jesus, uma igreja freqüentada por brasileiros que vivem na região. Em entrevista concedida à revista Eclésia no ano em que ocorreram os acontecimentos, a pregadora comenta: “Eu fui curada por Jesus e não tenho dúvidas quanto a isso. Fico triste quando vejo gente por aí dizendo: ‘A Lanna caiu porque não era liberta de verdade’. Isso é coisa de quem não conhece a Bíblia. As Escrituras narram que vários personagens que viviam segundo os desígnios do Senhor caíram – isso é do homem. Vemos gente que saiu do adultério voltar a adulterar; alcoólatras libertos que um dia caem e tomam a beber. A pessoa que tem um passado negro como o meu está sempre sujeita e suscetível a uma queda”.

Neste tempo, Lanna ainda se referia ao homossexualismo como uma doença pecaminosa da qual ela foi vítima durante grande parte da sua vida, e se referia ao acontecimento em termos de “queda”.

Volta aos púlpitos em 2010

Carta de apresentação. Clique na imagem para ampliar

Em 2010, a missionária ensaia um retorno aos púlpitos: “Sei que pequei. Não me orgulho disto e estou trabalhando minha restauração com Deus”, desabafa. Em um site dedicado ao seu recomeço ministerial, a pregadora começou a produzir e comercializar novos DVDs com mensagens, e prometeu lançar sua autobiografia com o nome “O diário de uma filha pródiga”. Na ocasião, ela publicou uma carta de recomendação em sua página web, que a apresentava novamente como pregadora. Estranhamente, a carta não contém data de emissão. Nela , a igreja Assembléia de Deus em Cidade Nova – RJ, a recomendava como membro desta igreja desde 1997. Assim, Lanna conseguiu acesso novamente ao púlpito das igrejas no Brasil.

Junho de 2011: Lanna e sua companheira abrem Igreja Gay em São Paulo

“O que estava em meu coração não contei a ninguém”, diz o site da mais nova comunidade “inclusiva” do Brasil. O texto encontra-se no livro do profeta Neemias e foi usado como base bíblica para justificar o fato de Lanna e Rossania não revelarem previamente ao público suas intenções. Apesar da proposta de ser uma comunidade acolhedora, a nova igreja fere a doutrina bíblica ao promover a banalização do pecado do homossexualismo, o qual é condenado em várias passagens bíblicas como Levítico 18.22, 1Cor 6.9-10 e Rm 1.26-27. Apesar da incoerência bíblico-teológica, as fundadoras não estão dispostas a retroceder: “Fomos concebidas sob essa expectativa e não vacilaremos em prosseguir para o alvo que nos está proposto pelos céus”.



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terça-feira, 14 de junho de 2011

Pastor: Heroi ou vilão?

Dentre todas as funções exercidas na sociedade, a figura do Pastor é, sem sombra de dúvidas a mais ambígua. Não é fácil definir um Pastor, definir digo, não em termos bíblicos, mas definir a partir de nossas emoções, de nossos afetos, de nossas vivências. Isso porque os pastores carregam sobre si projeções as mais variadas e confusas do coração humano. Ora ele é um pai, ora uma mãe, um homem de Deus ou representante do capeta na terra; por vezes visto como santo; por vezes interpretado como um profano; alguém muito amado, alguém muito odiado; ódio as vezes com “razões de ser” ou ódio por transferência, pelo simples fato de, naquele momento, termos deslocado para ele inconscientemente, o pai que nos abandonou, o namorado que nos deixou, o marido que nos traiu, o político que nos roubou e por aí vai… É,ser Pastor é complicado!

ALGUÉM, sim, ALGUÉM um dia nos disse que o Pastor era um homem sem defeitos, sem pecados, sem crises familiares, sem desejos sexuais, sem tentações carnais, sem vontade de sumir na poeira, sem sentimentos tais como raiva, ódio, mágoas e frustrações. ALGUÉM nos disse isso! Ainda estou à procura desse ALGUÉM. Isso porque não há coisa melhor do que poder olhar para um Pastor e ver nele um HOMEM de Deus e não um DEUS dos Homens. Poder sentar com ele e compartilhar sobre música popular, futebol, filosofia, amores e coisas do gênero que não necessariamente estejam na BÍBLIA, só pra deixar a conversa mais “espiritual”. O Pastor é apenas alguém que carrega a insustentável leveza de ser. Alguém que confiou no seu chamado e seguiu adiante sem se preocupar em acertar sempre. Alguém que antes de ser conhecido pelos homens, é conhecido por seu Deus. Alguém que sofre crises, mas entende que nem mesmo as crises o afasta de sua vocação. Alguém que, antes de ouvir do diabo a frase: “Desista de tudo”, ele mesmo já falou isso muitas vezes pra si mesmo, então o diabo chega tarde demais nestas questões! Alguém que será sempre amado e odiado, sendo pobre ou rico, nunca agradará a todos, casado , separado ou solteiro, sempre levará o fardo das falências familiares da multidão. Alguém que, simplesmente porque soube que o ” Verbo virou gente ” arrisca a mostrar-se como gente o tempo todo, mesmo correndo o risco de ser mal interpretado. Alguém que diante das caras feias, que muitas vezes não concordam com suas convicções, ainda assim não as muda só para agradar a turma, e quando o faz, o faz por reflexão e maturidade que o leva a reconhecer seus equívocos.

O Pastor não é herói nem vilão, para surpresa de muitos! É apenas um HOMEM! Falo como ovelha para tornar-me isento neste dia e não ser suspeito em abordar o tema.!

Feliz dia do Pastor a todos os pastores!

A Verdade está lá fora!

Pastor Isaías Marcello

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Valeu Pet



“E o técnico Zagallo olha para o relógio: 43 minutos… coça a cabeça…”

Talvez Luiz Penido não soubesse que, ao assinalar o momento exato da cobrança, oficiava menos como radialista e mais como historiador. Washington Rodrigues, ao seu lado, intuía, ele sim, que estava prestes a presenciar um feito histórico da magnitude dos descobrimentos, da primeira explosão atômica, da ascensão do Cristo ou do gol mil de Pelé. Acusa a presença do sobrenatural, ali personificado no padroeiro São Judas Tadeu, que segundo ele “acaba de chegar”.

E a voz de Luiz Penido será, pelos séculos dos séculos, a moldura do mais belo quadro jamais pintado por um cobrador de faltas. Lá se vão dez anos, e todo rubro-negro que se preze ouviu a narração quinze, vinte, duzentas vezes. Muitos a decoraram como quem decora o hino nacional, o creio-em-Deus-padre. Gerações futuras de rubro-negros crescerão na segurança de que a voz do Penido, eternizada, lhes dará sempre a noção exata do que sentiram seus pais, avós, bisavós naquela tarde carioca de 27 de maio de 2001.

Em 27 de maio de 2001, ali pelas cinco da tarde, o pé direito de Dejan Petkovic nos fez tocar o céu com as mãos. Não foi apenas o gol que nos deu um tricampeonato: foi o gol que — caso único na história do futebol — enterrou para sempre uma rivalidade secular. Percebam: até Fabiano Eller derrubar Edílson, na intermediária defensiva do Vasco, a torcida inimiga canta com a empáfia de quem olha o adversário de igual para igual. Três anos antes desfilaram troféus em frente à Gávea. Quatro meses antes arrotavam, desonestos que só eles, uma falsa igualdade em número de títulos brasileiros. Segundos antes, cantavam a certeza de que, desta vez, e para sempre, vice é o caralho.

Mas, às cinco da tarde, quis o destino que coubesse ao mais improvável dos artífices enterrar para sempre aquela soberba: um rapaz nascido a dez mil quilômetros dali, e ali desterrado depois que a guerra, as sanções e um banqueiro judeu o convenceram a ganhar o pão, com seu talento, a meio mundo de casa.

Desde que os nossos remadores sentaram a pá na cabeça dos vascaínos que acudiram às Laranjeiras, e dentro de campo Candiota, Nonô e Junqueira fizeram do Flamengo o único time a bater aquele Vasco das camisas pretas, por 73 anos essa gente viveu com uma única obsessão: suplantar o Flamengo.

Em 27 de maio de 2001, com os 2 x 1 no placar, e tendo conquistado dois Brasileiros e uma Libertadores num espaço de cinco anos, tinham certeza de que esse dia estava próximo. Aos 43 do segundo tempo ruiu tudo, e aquele Vasco multicampeão seria lembrado, apenas e tão-somente, como o tri-vice-campeão, o esquadrão talentoso que tremeu toda e cada vez que decidiu contra o Flamengo. E, desde então, todo vascaíno desvia o olhar quando cruza com um rubro-negro.

Isso foi obra de Dejan Petkovic.

10 ANOS DO TRI

Já escrevi aqui uma porrada de vezes que a superioridade do Flamengo em certos campos do conhecimento humano diante de todas as forças da arco-íris reunidas é tão indiscutível que fica até chato pra comparar. Porque parece covardia. Um dos campos do conhecimento humano onde o Flamengo simplesmente humilha seus satélites é na criação, estabelecimento e na estrita observação de feriados, efemérides, aniversários e demais datas cívicas relacionadas aos nossos triunfos terrenos e divinos.

Lógico que de cabeça eu não me lembro de todas as datas do nosso calendário comemorativo, mas as mais importantes qualquer um lembra sem precisar dar uma olhadinha no Google. Porque seria até sacrílego um rubro-negro fechado com o certo precisar de lembretes para comemorar nosso Natal em 3 de março, ou o 3 de maio da nossa histórica primeira partida de futebol, ou o 13 de dezembro do Mundial, o 3 de dezembro do gol do Rondinelli ou 15 de novembro malandreado de nossa fundação. E ainda tem o 28 de outubro de São Judas Tadeu, o 8 de novembro do 6 x 0 no Foguinho, além de todos os 2os domingos de agosto do Mengão Papaizão Severo.

Hoje, comemoramos mais uma dessas efemérides tão flamengas. São 10 anos do gol do Pet. 10 anos do Tetra-Tri. 10 anos zoando os filhos das bigodudas. 10 anos mandando o Eurico chupar. Só digo uma coisa: foram 10 anos que passaram muito rápido. E agora que arredondamos os anos comemorados a tendência é que essa data cívica ganhe cada vez maior significado. O que já vem ocorrendo de maneira geral desde 1988 e seguirá crescendo até que os mortos de fome da camisa feiona consigam ganhar da gente em uma final. Um fenômeno de raríssima ocorrência que parece cada dia mais difícil de se repetir nessa era geológica.

Para comemorar esse 27 de maio em grande estilo resolvi poupar os visitantes (não uso mais o termo leitores para os frequentadores por ser uma generalização imprecisa) da minha prosa maçante e deixo o espaço para alguns textos escolhidos entre as dezenas de colaborações que lotaram a caixa postal do nosso humilde bloguinho. Desde já agradeço a colaboração de todos e me desculpo aos que não foram publicados pela incontornável limitação do espaço que me obrigou a fazer uma dificílima seleção. Estão todos de parabéns.

Antes de passar a bola a quem sabe o que diz faço aqui meu jabázinho. Hoje, às 21:00 horas vai rolar a estreia da Radiola Rubro-Negra, meu humilde programa de rádio dedicado às flamenguices pela prestigiosa rádio Voz do Futebol, líder absoluta na web. Estão todos convidados pra me dar aquela moral lá as 9 da noite. O endereço é esse www.vozdofutebol.com.br e deixo de aperitivo a vinheta de abertura do Radiola, criada pelo meu camarada Ricardo Taves, que dividirá a apresentação do programa comigo. Espero que os mulambos mais bem vestidos do Brasil apareçam.

Parabéns e obrigado ao Pet. E obrigado também a todos os mulambos universais que de dentro de campo, no banco, na arquibancada, na especial e no sofázão ajudaram a trazer aquele inesquecível tricampeonato para a nossa magnífica e sempre em expansão sala de troféus lacustre. Valeu!

Wilsão: o amigo que 'escalou' Pet na final contra o Vasco em 2001


Às vésperas da decisão, sérvio abandonou concentração decidido a não jogar. Vizinho do camisa 10 citou torcida do Fla, e jogador mudou de ideia

Sexta-feira, dia 25 de maio de 2001, por volta de 22h. Às vésperas do segundo e decisivo jogo pela decisão do Campeonato Carioca contra o Vasco, Pet não seguiu para a concentração do Flamengo. Irritado com o fato de a diretoria não ter cumprido a promessa de pagar dois de um total de oito meses de salários atrasados, o sérvio decidiu abandonar o clube a menos de 48 horas da decisão.


Pet ligou para o amigo Wilson de Souza, conhecido como Wilsão, torcedor do Flamengo e vizinho do gringo em um condomínio na Barra da Tijuca (Zona Oeste do Rio). Os dois foram jantar. No cardápio, o amigo do jogador usou a torcida rubro-negra para fazer o então camisa 10 mudar de ideia.

- Estava em casa, toca o telefone e do outro lado da linha era o Pet, chateado, nervoso. Ele me falou: ‘Meu querido, não vou jogar mais, vou sair do Flamengo’. Eu perguntei se ele estava maluco. Como assim não ia jogar a decisão?! Ele disse que ia embora, que acertou uma coisa com o Flamengo, prometeram um acordo e não cumpriram – recordou Wilsão.

Amigo de Pet, Wilsão sabe que quando o sérvio bate o pé é difícil fazer com que mude de opinião. Foi preciso agir com a emoção para quebrar o gelo do jogador.

- Nos encontramos na pizzaria que hoje é dele. O Pet bateu o pé firme, disse que ia embora, que voltaria para o seu país. Eu perguntei: 'E a torcida do Flamengo, como fica nessa história? Nem sei quanto você ganha, Pet, mas sabe quanto muitos torcedores do Flamengo recebem por mês?! As pessoas saem 3h da manhã de casa, num trem lotado, marmita debaixo do braço para segurar um dinheirinho para no domingo ver o Flamengo jogar, ver o camisa 10. Esse camisa 10 é você. Não é qualquer um'.

Não sei se foi sorte dele, do Flamengo ou minha, o Pet ter me ligado naquele momento. Na conversa, ficamos emocionados, ele pegou o carro e foi para a concentração"
Wilsão

Wilsão, Pet e as respectivas esposas choraram na mesa do restaurante. Depois de algumas horas da tática de convencimento do amigo, o jogador foi para a concentração, já no início da madrugada de sábado, véspera do segundo jogo da decisão com o Vasco.

- Não sei se foi sorte dele, do Flamengo ou minha, o Pet ter me ligado naquele momento. Na conversa, ficamos emocionados, ele pegou o carro e foi para a concentração. Até hoje a diretoria encrenca um pouco com ele, engraçado isso, né?! Para alegria da Nação, ele voltou e jogou o que jogou. Deu passe para Edílson, fez o gol. Ele jogou pelo amor à torcida. Pet é um cara sortudo, e tudo ele faz bem.

Wilsão se sente no direito de tirar uma casquinha na comemoração pelos 10 anos do gol do tricampeonato:

- Disse que ele poderia fazer um gol sem querer, de qualquer jeito, mas que entraria para a história do Flamengo. Foi muita emoção no momento da falta, era como se eu tivesse chutado a bola com ele. Depois do jogo, o Pet me ligou para comemorarmos juntos. Quando nos encontramos, ele deu um abraço, me levantou e disse: ‘Muito obrigado, você que colocou na minha cabeça para jogar aquela partida’. Me senti um campeão naquele dia, mas não adiantava eu falar se não fosse a habilidade dele.

Ainda hoje, em churrascos e peladas entre amigos, Wilsão cisma em imitar a cara de Pet quando acompanhava a trajetória da bola, e a comemoração do gol, quando o sérvio se jogou de costas no gramado do Maracanã.

- Brinco com ele: ele bateu na bola, virou o rosto, acompanhou a bola, fez um gesto com a boca, saiu correndo e se jogou para trás. No dia seguinte, estava sentindo dores. Até hoje, imito ele fazendo aquele gol, ele ri e diz: 'Sou bom mesmo'.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Müller: 'Joguei fora o que construí em 20 anos de carreira'

Entrevista com o ex-jogador Müller

Rio - O nome na história do futebol foi o que sobrou de valioso após 20 anos de uma bem sucedida carreira.Hoje, Müller não tem nem mesmo plano de saúde ou automóvel. Mora na casa do ex-lateral Pavão, amigo desde os tempos de São Paulo. Bicampeão mundial pelo Tricolor Paulista, em 92 e 93, e campeão pela Seleção na Copa de 94, o ex-atacante gastou todo o dinheiro que ganhou, passa por dificuldades financeiras e vendeu até mesmo a igreja da qual era pastor. O programa ‘Esporte Fantástico’, da TV Record, levantou a questão no sábado passado, e ontem, em entrevista por telefone ao MARCA BRASIL, um doce e constrangido Müller aceitou relatar o seu drama, como “um exemplo a não ser seguido”.

MARCA BRASIL: Até que ponto as dificuldades financeiras mudaram sua vida?

Müller: Sempre tive o futebol como meio de sobrevivência. E é assim até hoje. Mas não estou passando fome. Errei muito na vida. Tive bons momentos financeiros, mas errei. Fiz muita bobagem. Gastei tudo com besteira.

MB: Com que besteira?

M: Com mulheres... Não sei se é bom dizer isso. Ah, mas é a verdade. Pode escrever aí que eu gastei com mulheres, com carros e etc. Gastei com vaidades pessoais. Gastei dinheiro com amigos, entre aspas. Amigos de ocasião. Por eu ser uma pessoa generosa, muita gente se aproveitou mesmo de mim.

MB: Onde, aos 45 anos, encontra força?

M: Estou cheio de saúde e pronto para recomeçar. Acertei hoje com uma grande rádio para comentar o Brasileiro. Tenho vigor para recomeçar do nada. Estou muito feliz com o convite que recebi hoje para trabalhar. Era um objetivo voltar a ser comentarista.

MB: E a família, vive bem?

M: Minha mãe e meus seis irmãos levam uma vida normal. Tenho três filhos: Luis Müller, 23 anos, Mateus Müller, 18, e Gabriel Müller, 14. Meus filhos moram num apartamento próprio, o que é um alívio pra mim. Pelo menos isso, né?

MB: Você não tem nenhum imóvel?

M: Comprei vários imóveis ao longo da minha vida. Só fui perdendo, perdendo, perdendo... Hoje, não tenho nenhum.

MB: Você tem algum bem material?

M: Não, eu não tenho nada.

MB: Tem plano de saúde?

M: Também não tenho.

MB: Acha importante falar sobre esse assunto?

M: Não é fácil. Tenho dificuldades financeiras, sim. Espero que os jovens que estão começando não repitam o meu erro. O que eu quero agora é que Deus me dê força para recomeçar do zero. E ele está dando.

MB: Você tem noção de quanto dinheiro ganhou?

M: Não, mas foi muito. Nem sei calcular quanto perdi. Não sei se deveria dizer, mas eu perdi milhões. Perdi tudo que consegui no futebol. Joguei fora o que construí ao longo de 20 anos. Tenho caráter e isso não tem preço. É por isso que admito estar passando por isso.

MB:Você era pastor. Que fim levou a igreja?

M: Vendi o terreno e repassei a Igreja. Mas pretendo no futuro abrir outra.

MB: Não tem carro?

M: Não tenho carro.

MB: Teve quantos?

M: (Risos) Tive um monte de carros... Nossa!!! Muitos!!!

MB: Mais de 20?

M: Com certeza, tive bem mais do que 20 carros.

MB: Faltou orientação?

M: Pode até ser, mas isso não justifica o meu erro.

MB: Telê Santana não puxava a sua orelha?

M: (Risos) Puxava direto. Ele era um paizão. Mas... Olha, eu tomei decisões erradas. Fiz as piores escolhas. Foi isso.

MB: Gastou com drogas?

M: Ah, isso não. Graças a Deus, nunca usei. Eu nunca fumei nem mesmo um cigarro.

MB: Você mora na casa do Pavão e está construindo um ‘puxadinho’ na parte de cima. A ideia é ter um pouco mais de privacidade?

M: É, sim. Somos amigos, eu morava de aluguel e estava sempre na casa dele. Então, o Pavão me chamou pra morar lá. Faz uns seis meses que estou na casa. É boa. São quatro quartos e fica no Morumbi.

MB: De todas as perdas, sente mais falta de quê?

M: Futuramente, quero comprar um carro. Quem não tem carro em São Paulo está morto. Fora isso, nada me faz falta.

MB: Anda de ônibus?

M: Não ando de ônibus porque tenho vários colegas que têm carro. O próprio Pavão tem um. Então, a gente está sempre saindo junto.

MB: Sente saudade do tempo em que tinha dinheiro?

M: Deus me dá o privilégio de ter as coisas básicas de que preciso. Tenho casa, roupa e comida. Tenho o que uma pessoa precisa para viver.

MB: Alguma mágoa com o futebol?

M: Posso dizer que eu não sou exemplo pra ninguém. O futebol me proporcionou tantas coisas boas que não posso me queixar de nada. Tenho um nome e fiz uma história.

MB: Quando começou a dificuldade financeira?

M: Foi depois que eu saí da tevê, em 2009 (era comentarista do Sportv).

MB: Depois de trabalhar na tevê, você foi treinador do Imbituba, de Santa Catarina. Quanto ganhava lá?

M: Não preciso falar. Trabalhei lá de novembro do ano passado até abril. De 18 jogos, o time ganhou apenas três. E caiu para a Segunda Divisão. Sabe quando você vai apartar uma briga e acaba apanhando? Foi mais ou menos o que aconteceu comigo.

MB: Tem saudade dos tempos de jogador?

M: Não tenho saudade do futebol, nem da vida de rico que levei. Só tenho boas lembranças e isso é suficiente. Curti o que tinha que curtir. Agora, acabou.

MB: Fez amigos?

M: Tenho dois. O Pavão e o André Luís, que também jogou comigo. Você sabe... Não se faz muita amizade nesse meio.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bebê nasce com duas cabeças na China



Sichuan (China) - Na pequena província de Sichuan, na China, Bao Qiaoying, de 25 anos, deu à luz uma menina com duas cabeças. O caso é inédito na China e os médicos afirmam que as cabeças não podem ser separadas.
Além de duas cabeças, o bebê nasceu com duas espinhas e um coração e meio Foto: Reprodução Internet

Bao vivia na província de Guangdong como uma trabalhadora imigrante quando engravidou e resolveu retornar à sua cidade e seu marido, Liao Guojun, para se cuidar. Seus primeiros exames não apontaram para nenhum anormalidade em relação ao bebê.
O terceiro exame apontou a anormalidade e os médicos disseram: "O bebê tem duas cabeças e um corpo". Após os resultados, o casal resolveu realizar um aborto, mas Bao entrou em trabalho de parto pouco antes de chegar à clínica para o procedimento. "É muito perigoso fazer um aborto quando a mãe está em trabalho de parto", disse o médico.
Após o nascimento da menina, novos testes mostraram que a bebê tem duas espinhas e um coração e meio, enquanto os outros órgãos são compartilhados. Os médicos disseram ser impossível separar as cabeças: "elas terão que viver juntas".

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL

FELIZ NATAL
Pra vocês, Amigos,
Que fizeram do sol seu guia,
De cada manhã um lindo dia
De cada noite uma canção!

FELIZ NATAL
Pra vocês, que fizeram da Estrela D`alva
Seus caminhos:
Deram comida aos passarinhos
E repartiram com o homem seu pão!

FELIZ NATAL
Pra vocês, que tiveram um gesto amigo:
Um papo, um alento e deram abrigo
E estenderam suas mãos!

FELIZ NATAL
Pra vocês, que fizeram da dor a esperança;
Que fizeram sorrir uma criança
E que amaram de coração!

FELIZ NATAL
Pra vocês, que viveram a pobreza a fundo
Nas manjedouras do mundo
E não deixaram o tempo ir em vão!

FELIZ NATAL
Pra vocês, que são amigos, e pra vocês,
que ao inimigo presentearam com
Seu perdão!

FELIZ NATAL
Pra vocês, Amigos que sentem!
Pra vocês, Amigos que são Gente!

Que o Senhor Jesus venha nascer em cada coração a cada dia.
Boas festas.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Oração

Aos amados amigos e irmãos, peço ajuda em oração pelo meu sogro que está internado no hospital do coração prestes a fazer uma cirurgia no coração.
Seu nome é Sebastião Francisco da Cunha.
Conto com a ajuda de todos.
Muito obrigado.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Uma sobrevivente da visão celular de Rene Terra Nova conta TUDO!


Roselaine Perez


Eu tive que digerir depressa demais o amontoado de quesitos que a Visão Celular possuía, parecia que tinha mudado de planeta e precisava aprender o novo dialeto local, e urgente, para conseguir me adaptar.

Ganhar / consolidar / discipular / enviar, almas / células/ famílias, Peniel, Iaweh Shamá, honra, conquista, ser modelo, unção apostólica, atos proféticos, mãe de multidões, pai de multidões, conquista da nação, mover celular, riquezas, nobreza, encontro, reencontro, encontros de níveis, resgatão, Israel, festas bíblicas, atos proféticos, congressos, redes, evento de colheita, prosperidade, recompensa, multidão, confronto, primeira geração dos 12, segunda geração dos 12, toque do shofar, cobertura espiritual, resultado, resultado, resultado, etc...

Era início do ano de 2002 quando fomos a Manaus, eu e meu marido, para recebermos legitimidade, enquanto segunda geração dos 12 do Apóstolo Renê Terra Nova no estado de São Paulo.As exigências eram muitas e muito caras:

  • Compra do boton sacerdotal num valor absurdo.

  • Hospedagem obrigatória no Tropical Manaus, luxuoso resort ecológico, às margens do Rio Negro, não um dos mais caros, mas “O” mais caro de Manaus (conheci Pastores que venderam as calças para pagar 2 diárias no tal resort e outros que deixaram a família sem alimentos para entrar na fila dos zumbis apostólicos, num Thriller nada profético).
  • Trajes de gala Hollywoodianos.
  • Participação obrigatória num jantar caro da preula após a cerimônia, tendo como ilustre batedor de bóia nada menos que o Apóstolo Renê e seus cupinchas.
  • Tudo isso para ter a suprema dádiva de receber a imposição de mãos do homem, com direito a empurradinha na oração de legitimação e tudo ( uhuu!).

Nem mesmo em festa de socialite se vê exageros tão grandes em termos de exibição de jóias, carros, roupas de grife e todo tipo de ostentação escandalosa.

Hoje, sem a cachaça da massificação na cabeça, sinto vergonha e fico imaginando como Jesus seria tratado no meio daquela pastorada.

Ele chegaria com sandálias de couro, roupa comum, jeito simples, não lhe chamariam para ser honrado, nem tampouco perguntariam quem é o dono da cobertura dele , pois deduziriam que certamente dali ele não era.

Estive envolvida até a cabeça – porém não até a alma – na Visão Celular durante quase 5 anos, em todas as menores exigências fui a melhor e na inspiração do que disse Paulo "...segundo a justiça que há na lei dos Terra Nova, irrepreensível."


Entreguei submissão cega às sempre inquestionáveis colocações e desafios do líder, sob pena de ser rebelde e fui emburrecendo espiritualmente.

Me pergunto sempre por que entrei nisso tudo e depois que este artigo terminar talvez você me pergunte o mesmo, mas minha resposta tem sempre as mesmas certezas:

--> Todos nós precisamos amadurecer e, enquanto isso não acontece, muitas propostas vêm de encontro às fraquezas que possuímos e que ainda não foram resolvidas dentro de nós.

A partir da minha experiência pude enxergar as três principais molas propulsoras que fazem funcionar toda essa engrenagem:

1) A lavagem cerebral

A definição mais simples para lavagem cerebral é “conjunto de técnicas que levam ao controle da mente; doutrinação em massa”.

Em todas as etapas da Visão Celular se pode ver nitidamente vários mecanismos de indução, meios de trabalhar fortemente as emoções onde o resultado progressivo desta condição mental é prejudicar o julgamento e aumentar a sugestibilidade.

Os métodos coercivos de convencimento, os treinamentos intensos e cansativos que minam a autonomia do indivíduo, os discursos inflamados, as músicas repetitivas e a oratória cuidadosamente persuasiva são recursos que hoje reconheço como técnicas de lavagem cerebral, onde há mudanças comportamentais gradativas e por vezes irreversíveis.

2) Grandezas diretamente proporcionais

O Silvio Santos manauara é uma incógnita.Se em por um lado ele é duro e autoritário, noutro ele é engraçado, carismático e charmoso. Num dos Congressos em Manaus, me levantei da cadeira para tirar uma foto dele, que imediatamente parou a ministração e me chamou lá na frente. Atravessei o enorme salão com o rosto queimando, certa de que iria passar a maior vergonha de toda a minha vida, que o “ralo” seria na presença de milhares de pessoas e até televisionado.Quando me aproximei não sabia se o chamava de Pastor, Apóstolo, Doutor, Sua Santidade ou Alteza, mas para minha surpresa ele abriu um sorriso de orelha a orelha e fez pose, dizendo que a foto sairia bem melhor de perto. A reunião veio abaixo, claro, todos riam e aplaudiam aquele ser tão acessível e encantador.

Acontecimentos assim, somados à esperta e poderosa estratégia de marketing que Terra Nova usa para transmitir suas idéias, atraem para ele quatro tipos de pessoas:

  • As carentes de uma figura forte (o povo simples que chora ao chamá-lo de pai).
  • As que desejam aprender o modelo para utiliza-los em seus próprios ministérios falidos.
  • Aquelas que desejam viver uma espécie de comensalismo espiritual, que vivem de abrir e fechar notebooks para ele pregar, ganhando transporte e restos alimentares em troca, as rêmoras da Visão.
  • As sadomasoquistas espirituais. É tanta punição, tanto sacrifício, tanta submissão, que fica óbvio que muita gente se adapta a esse modelo porque gosta de sofrer. As interpretações enfermas do tipo “hoje eu levei um peniel do meu discipulador, então me agüentem que lá vou eu ensinar o que aprendi.”, eram a tônica das ministrações.
Pode acreditar que essas quatro classes de pessoas representam a grande maioria.

3) A concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e a soberba da vida

O conceito da Visão Celular mexe demais com o ego, é sedutor, encantador, promissor, põe a imaginação lá no topo, puro glamour. A ganância que existe dentro do ser humano é o tapete vermelho por onde a desgraça caminha. Essa tem sido uma das causas pela queda de tantos e tantos pastores, por causa das promessas de sucesso rápido e infalível.

Renê não sabe com quem está lidando, mas é com gente!

Ele talvez ignore (não que ele seja ignorante) que cada ser humano é um universo e que as informações vão reproduzir respostas completamente inesperadas em cada um.

EU ASSISTI, na terra do Terra Nova, o “tristemunho” de uma discipuladora que, para confrontar e educar uma discípula, havia chegado à loucura de bater nela, para que a mesma parasse de falar em morrer. Esse é o argumento dos incapazes, dos que não conseguem levar cada triste, cada suicida ou deprimido às garras da graça de Cristo, mas que querem se fazer os solucionadores das misérias do povo.

Eu tenho até hoje péssimas colheitas dessa péssima semeadura, assumo meus erros e me arrependo profundamente de cada um deles:

  • Quase perdi Jesus de vista
  • Minha família ficou relegada ao que sobrava de mim.
  • Minha filha mais velha, hoje com 23 anos, demorou um bom tempo para me perdoar por eu ter repartido a maternidade com tantas sanguessugas que me usavam para satisfazer sua sede de poder.
  • Minha mãe teve dificuldade para se abrir comigo durante muito tempo porque, segundo ela, só conseguia me ver como a Pastora dura e ditadora. Tenho lutado diariamente para que ela me veja somente como filha.
  • Fui responsável por manter minha Igreja em regime escravo (mesmo que isso estivesse numa embalagem maravilhosa), por ajudar a alimentar a ganância de muitos, por não guardá-los dessa loucura.
  • Colaborei com a neurotização da fé de muitos, por causa da perseguição desenfreada pela perfeição e por uma santidade inalcançável.
  • Fiquei neurótica eu mesma, precisando lançar mão de ajuda psicológica devido a crises interiores inenarráveis, ao passo que desenvolvia uma doença psíquica de esgotamento chamada Síndrome de Burnout*, hoje sob controle.
  • Vendi a idéia da aliança incondicional do discípulo com o discipulador, afastando sutilmente as pessoas da dependência de Deus.
  • Invadi a vida de muitos a título de discipulado, cuidando até de quantas relações sexuais as discípulas tinham por semana, sem que isso causasse ofensa ou espanto.
  • Opinei sobre o que o discípulo deveria comprar ou não, tendo “direito” de vetar o que não achasse conveniente. A menor sombra de discordância por parte do discípulo era imediatamente reprimida, sem qualquer respeito. Quando isso acontecia os demais tomavam como exemplo e evitavam contrariar o líder.
  • Aceitei que fosse tirada do povo a única diretriz eficaz contra as ciladas do diabo: a Bíblia. Não que ela não fosse utilizada, mas isso era feito de forma direcionada, para fortalecer os conceitos da Visão. Paramos de estudar assuntos que traziam crescimento para nos tornarmos robôs de uma linha de montagem, manipuláveis, dogmatizados.
  • Fomentei a disputa de poder entre os irmãos ignorando os sentimentos dos que iam ficando para trás.
  • Perdi amigos amados e sofri demais com estas perdas. Alguns criaram um abismo de medo, que é o de quem nunca sabe se vai ganhar um carinho ou um tapa, um elogio ou um peniel, mas sei que esse estigma está indo embora cada vez mais rápido. Outros me abandonaram porque não aceitaram uma Pastora normal, falível e frágil. Eles queriam a outra, a deusa, aquela que alimentava neles a fome por ídolos particulares.
Dentro da Visão, nossa Igreja esteve entre as que mais cresceram e deram certo na região, mas desistimos porque, acima de todo homem e todo método, somos escravos de Cristo.

Talvez o mais difícil tenha sido a transição do meu eu, a briga daquilo que eu era com o que sou hoje até que se estabelecesse Cristo em mim, esperança da glória.

Prossigo, perdoada pelo meu Senhor, tomando minhas doses diárias de Graçamicina, recriando meu jeito de me relacionar e compreender mais as falhas alheias e as minhas próprias.

Prossigo, reaprendendo a orar e adorar em silêncio, livre dos condicionamentos, admitindo meus cansaços, me permitindo não ser infalível, sendo apenas gente...Pastoragente!

Roselaine Perez, a pastoragente para o Genizah

* SÍNDROME DE BURNOUT:Distúrbio psíquico, de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso.Se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional). Resultado de um esforço extremo, um desgaste onde o paciente se consome física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e intolerante, com predileção para aqueles que mantêm uma relação constante e direta com atividades de ajuda. Ocorre geralmente em pessoas altamente motivadas, que sentem uma discrepância entre aquilo que investem e aquilo que recebem.

Fonte: http://www.genizahvirtual.com/2010/11/uma-sobrevivente-da-visao-celular-de.html