quinta-feira, 29 de julho de 2010

Por Que Seminaristas Costumam Perder a Fé Durante os Estudos Teológicos

Não quero dizer que acontece com todos. Mas, acontece com muitos. Conheço vários casos, inclusive próximos a mim, de jovens cristãos fervorosos, dedicados, crentes, compromissados com Deus, que gostavam de orar e ler a Biblia, que evangelizavam em tempo e fora de tempo, e que depois de entrar no seminário ou faculdade de teologia, esfriaram na fé, se tornaram confusos, críticos, incertos e até cínicos. Como Tomé, não conseguem crer (espero que ao final venham a crer, como graciosamente aconteceu com Tomé).

E isso pode acontecer até mesmo em seminários cujos professores são conservadores, que acreditam na Bíblia de capa a capa. Esse quase foi o meu caso. Após minha conversão em 1977, depois de uma vida desregrada e dissoluta, dediquei-me à pregação do Evangelho e a plantar igrejas. Larguei meu curso de Desenho Industrial na Universidade Federal de Pernambuco e fui trabalhar como obreiro no litoral de Olinda, pregando a uma comunidade de pescadores, depois no interior de Pernambuco entre plantadores de cana e finalmente entre viciados em droga em Recife. Todos me aconselhavam a fazer o curso de seminário e a me tornar pastor. Eu resistia, pois tinha receio de que quatro anos em um seminário iriam esfriar o meu ânimo, meu zelo, minha paixão pelas almas perdidas. Eu conhecia vários seminaristas e não tinha a menor intenção de me tornar como eles. Finalmente cedi. Entrei no seminário aos 24 anos de idade, provavelmente como um dos mais relutantes candidatos ao ministério que passara por aquelas portas. Tive professores muito abençoados que me ensinaram teologia, Bíblia, história, aconselhamento. Eram todos, sem exceção, homens de Deus, comprometidos com a infalibilidade das Escrituras e com a teologia reformada. Tenho tenho que confessar, porém, que nesse período, esfriei bastante. Perdi em parte aquele zelo evangelístico, a prática de dedicar várias horas diárias para ler a Bíblia e orar. O contato com a história da Igreja, a história das doutrinas, as controvérsias, afora a carga tremenda de leituras e trabalhos a serem feitos, tudo isso teve impacto na minha vida devocional. Pela graça de Deus, durante esse período me mantive ligado ao trabalho evangelístico, à pregação. Mantive-me em comunhão com outros colegas que também amavam o Senhor e juntos orávamos, discutíamos, compartilhávamos nossas angústias, alegrias, dificuldades e planos futuros. Saí do seminário arranhado.

Infelizmente esse não é o caso de muitos. Se o Mauro Meister quisesse, ele poderia dar testemunho aqui de como quase perdeu a fé em Deus e na Palavra quando entrou no seminário da denominação à qual ele pertencia antes de ser presbiteriano. Ele teve que tomar uma decisão: ficar e perder a fé, ou sair. Preferiu sair -- pelo que todos nós somos gratos! -- e fazer outro seminário. Além desses dois casos que eu mencionei, conheço vários outros de seminaristas, estudantes de teologia, que perderam a fé, o zelo, o fervor, a confiança, e que saíram do seminário totalmente diferentes daqueles jovens entusiasmados, evangelistas, que um dia entraram na sala de aula ansiosos por aprender mais de Deus e da sua Palavra.

Existem algumas razões pelas quais essa história tem se tornado cada vez mais comum. Coloco aqui as que considero mais relevantes, sempre lembrando que muitos seminários e escolas de teologia levam muito a sério a questão da ortodoxia bíblica e do cultivo da vida espiritual de seus alunos. Não é a eles a que me refiro aqui.

1) Acho que tudo começa quando as denominações mandam para os seminários e faculdades de teologia jovens que não têm absolutamente a menor condição de serem pastores, professores, obreiros e pregadores. Muitos são enviados sem qualquer preparo intelectual, espiritual e emocional. Alguns mal fizeram 17 anos e foram enviados simplesmente porque eram líderes destacados dos adolescentes de sua igreja, eram líderes do grupo de louvor ou filhos de pessoas influentes da igreja. Não é sem razão que Paulo orienta que o líder não pode ser neófito, isto é, novo na fé (1Tim 3.6). Eles não têm a menor estrutura intelectual, bíblica e emocional para interagir criticamente com os livros dos liberais e com os professores liberais que vão encontrar aos montes em algumas das instituições para onde serão mandados. Não estarão inoculados preventivamente contra o veneno que professores liberais costumam destilar em sala de aula. E nem têm ainda maturidade para estudar teologia como se fosse uma disciplina qualquer, até mesmo quando ensinada por professores conservadores que mal oram em sala de aula.

2) Acho também que a culpa é das denominações que mantêm professores liberais ou conservadores frios espiritualmente nas cátedras de suas escolas de teologia. O que um professor que não acredita em Deus, nem que a Bíblia é a Palavra de Deus, não ora, tem para ensinar a jovens que estão na sala de aula para aprender mais de Deus e de sua Palavra? Há seminários e escolas de teologia que mantêm no corpo docente professores que nem vão mais à uma igreja local, que usam o título de pastor apenas para ocupar uma vaga na cátedra dos seminários. Nunca levaram ninguém a Cristo e nem estão interessados nisso. Não têm vida de oração, de piedade. Que exemplo eles poderão dar aos jovens que sentam nas salas de aula com a mente aberta, ansiosos e desejosos de ter modelos, exemplos de líderes para começar seus próprios ministérios?

3) Alguns desses professores têm como alvo pessoal destruir a fé de todos os seus estudantes antes mesmo que terminem o primeiro ano de estudos. Começam desconstruindo o conceito de que a Bíblia é a infalível e inspirada Palavra de Deus. Com grandes demonstrações de sapiência e erudição, eles mostram os erros da Bíblia e o engano da Igreja Cristã, influenciada pela filosofia grega, em elaborar doutrinas como a Trindade, a Divindade de Cristo, a Expiação. Mesmo sem usar linguagem direta -- alguns usam, todavia -- lançam dúvidas sobre a ressurreição literal de Cristo de entre os mortos. A pá de cal na sepultura da fé desses meninos é a vida desses professores. Além de não terem vida devocional alguma, alguns deles ensinam os seus pobres alunos a beber, fumar e freqüentar baladas e outros locais. Eles até lideram o grupo Noé (que se encheu de vinho) e o grupo Isaías ("e a casa se encheu de fumo") nos seminários!!

4) Bom, acredito que uma fé que pode ser destruída deve ser destruída mesmo, pois não era autêntica e nem sólida. Quanto mais cedo ela for destruída e substituída por uma fé robusta, enraizada na Palavra de Deus, melhor. Acontece que os professores liberais e os professores conservadores mortos só sabem destruir; eles não têm a menor idéia de como ajudar jovens candidatos ao ministério pastoral a cultivar uma mente educada, uma fé robusta e uma vida de devoção e consagração a Deus: os primeiros, porque lhes falta fé; os segundos, devoção. Ao fim de quatro anos de estudo com professores assim, vários desses jovens saem para serem pastores, mas intimamente -- alguns, abertamente -- estão cheios de dúvidas quanto à Bíblia, quanto a Deus e quanto às principais doutrinas da fé cristã. Estão confusos teologicamente, incertos doutrinariamente e cínicos devocionalmente. Quando entraram nos estudos teológicos, eram jovens que tinham como a missão principal de sua vida pregar o Evangelho, glorificar a Deus e ganhar o mundo para Cristo. Agora, após quatro anos debaixo de professores liberais ou conservadores mortos, seu único alvo é conseguir campo para ganhar o pão de cada dia e sustentar-se e à família. Esse tipo de motivação destrói igrejas em curto espaço de tempo.

5) Não podemos deixar de lembrar que ao final, se trata de uma guerra espiritual feroz, em que Satanás tenta de todos os modos corromper a singeleza e sinceridade da fé em Cristo, atacando a mente e o coração dos futuros pastores (2Cor 11:3). Usando professores sem fé e professores sem vida espiritual, ele procura minar as convicções, a certeza, o fervor e a dedicação dos jovens que se preparam para o ministério. Aqui é pertinente o lema de Calvino, orare et labutare. Pela oração, os seminaristas poderão escapar da tendência dos estudos teológicos de transformar nossa fé em um esquema doutrinário seco. E pela labuta nos estudos poderão se livrar das mentiras dos professores liberais, neo-ortodoxos, libertinos e marxistas.

Eu daria as seguintes sugestões a quem pensa em fazer teologia e depois seguir a carreira pastoral.


Verifique suas motivações. O que lhe leva a desejar o pastorado? Muitos querem ser pastores porque não conseguem ser mais nada na vida. Não conseguem passar no vestibular para outras carreiras e nem conseguem emprego. Vêem o pastorado como um caminho fácil para ter um emprego.
Procure saber qual a opinião de seus pais, de seus pastores, e de seus amigos mais chegados, que terão coragem de lhe dizer a verdade.
Seja honesto consigo mesmo e responda: você já levou alguém a Cristo? Você tem liderança? Você tem facilidade de comunicação em público e em particular?
Você tem uma vida devocional firme, constante, sólida, em que lê a Bíblia e ora, buscando a face de Deus, com zelo e fervor? Cultiva uma vida santa e reta diante de Deus, odeia o pecado e almeja ser mais e mais santo em seu caminhar?

Um colega de seminário me lembrou recentemente que uma das coisas que o impediram de perder a fé e o fervor durante o tempo de estudos foi que ele tenazmente se aproximou dos professores conservadores que eram espirituais, dedicados, fervorosos, que valorizavam a vida com Deus e a santidade. A comunhão com esses homens de Deus foi um refrigério para ele, e funcionou como uma âncora nos momentos de tentação e crise.
Lamento pelos jovens que perdem sua fé ou seu amor a Deus durante os anos de estudos teológicos. Lamento mais ainda pelas igrejas onde eles vão trabalhar e onde plantarão as mesmas sementes de incredulidade e frieza que foram semeadas em sua mentes abertas e despreparadas por professores que não tinham fé ou não tinham zelo.



Por: Augustus Nicodemus
http://www.lideranca.org/cgi-bin/index.cgi?action=viewnews&id=7426

terça-feira, 20 de julho de 2010

DEUS NOS USA...

“ Vede entre as nações, e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos: porque realizo nos vossos dias uma obra, que vós não crereis, quando vos for contada.” Hab. 1.5

Vivemos na aldeia de Muzun, Mali, onde há aproximadamente dois mil habitantes que em sua maioria seguem a religião islâmica e crenças animistas. Quando chegamos na aldeia não havia nenhuma presença cristã e por isso, nos sentimos desafiados por aquilo que o Senhor estava preparando para nós e para este povo. Passamos por muitas lutas, ainda mais por sermos os primeiros.
A aprendizagem do francês e do dialeto bambará, foi e ainda tem sido bem desafiador, falar a língua do povo é algo essencial para conquistarmos sua confiança e abre portas para relacionamentos. Temos presenciado isso a cada dia, pois eles têm nos deixado conviver em seu meio e com isso, temos tido a oportunidade de falar de Jesus. Mesmo com pouco vocabulário do dialeto que sabemos, Deus não se limita a nós, pois com palavras ou sem palavras Ele tem agido de forma maravilhosa nesta aldeia que, como nós, tem fome e sede da graça.

No mês de julho aconteceu algo extraordinário, que chamamos de “filha de Jairo”. Em uma certa manha a filha adolescente de nossa vizinha aproximou-se do muro de nossa casa chorando com muita dor na barriga. A princípio pensávamos que não era nada grave, pois como havia chegado o período das chuvas, as águas dos poços ficam mais sujas, trazendo assim algumas doenças.
Deixamo-a entrar e como não sabíamos o que realmente estava acontecendo fizemos uma compressa de água quente em sua barriga para amenizar a dor e também começamos a orar quando vimos que a dor não passava. A dor aumentava e ela já estava sem força até mesmo para chorar. Como não tínhamos remédios e não sabíamos o que era, ligamos para um amigo taxista que é muçulmano, para a levarmos até um hospital na capital e o aguardamos. Em um certo momento ela perdeu os sentidos, não escutava, nem conseguia falar, parecia estar em outro mundo, pois ela permanecia de olhos abertos.

A nossa equipe é composta por 8 pessoas, e neste dia havia cinco e apenas mulheres. Quando analisamos o quadro que estava acontecendo começamos a orar incessantemente pedindo ao senhor que nos cobrisse com poder e autoridade do nome de Jesus e que tudo o que se passasse fosse para glorificar o nome dEle.
A menina estava deitada inconsciente em nosso colo, algumas pessoas da aldeia começavam a chegar em nossa casa, inclusive a mãe e o pai, naquele momento, Deus fez com que a menina se passasse por morta aos olhos das pessoas, mas nós cinco sabíamos que ela estava viva. Alguns, principalmente de sua família começavam a chorar, mas eram interrompidas, pois na cultura não permite que se chore por uma pessoa morta. A todos que vinham até nós, falávamos que ela estava apenas dormindo e que logo iria se levantar, pois estávamos orando e Jesus iria curá-la.

Tudo isso começou pela manhã e a tarde antes das quatorze horas a menina acordou sem dor e com fome. As pessoas ficavam olhando maravilhados e chamavam outros para ver o que acontecera. O nome do Senhor foi glorificado mais uma vez.

Deus é Soberano e sabemos que está no controle de todas as coisas.
Quando paramos para pensar hoje no que aconteceu, vemos a forma maravilhosa como Ele planejou tudo nos mínimos detalhes.

Antes de a menina acordar, um homem muçulmano que é parente dela, percorreu a aldeia atrás de um enfermeiro, mas depois de tudo ele nos contou que na verdade estava procurando um Imã ( chefe religioso) da mesquita, pois acreditava que ela estava morta. O Imã como chefe religioso, também é o responsável em fazer todos os rituais necessários para entregar a alma a ALLA (deus) conforme o alcorão (livro sagrado para os muçulmanos). Mas não o havia encontrado.

Assim que chegou e viu a menina bem, ficou sem palavras, apenas agradecia pela oração. Um pouco depois chegou também em nossa casa o nosso amigo taxista que havíamos chamado. Pudemos contar a ele tudo o que Jesus fizera e que a menina não precisava mais ir à capital. Ele ficou sem exagero, extremamente feliz ao saber de tudo isso, mesmo sendo ele “ainda” muçulmano ( Deus tem falado muito ao coração deste homem).

“A religião que Deus, nosso pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo.” Tg 1.27
Deus fez algo mais, a mãe da menina retornou a nossa casa e nos falou de sua alegria diante do que havia acontecido, o parente da menina nos falou também que a partir desta situação, ele pode ver algo diferente no caminho que nós seguimos e que a aldeia estava impactada com tudo o que se passou, pois diziam que ela estava morta, mas nós oramos e ela teve vida novamente. Ele nos falava estas coisas “emocionado”, e isto é algo difícil na cultura.
Vimos o Senhor agindo! Nunca tínhamos visto um sorriso tão sincero no rosto deste homem como neste dia. “... disse Jesus a Jairo: não temas, crê somente” (Mc 5.36)
Em uma certa ocasião nos lembramos da ressurreição de Jesus quando algumas mulheres vão até o sepulcro para levar algumas especiarias. Já era o terceiro dia, mas naquele momento elas estavam sem esperança. Até que apareceram dois anjos e lhes fizeram lembrar das palavras do Mestre. A partir daí a esperança delas volta. Citamos este exemplo, pois a mãe da adolescente nos disse chorando na conversa que antes ela vivia sem esperança, mas com a nossa vinda para aldeia, a esperança nasceu em seu coração. Tivemos mais uma oportunidade de falar o quanto Jesus a ama e ama a todos aqui.
É até “engraçado”, pois quem nos ajudou na tradução foi o taxista muçulmano e ele falava tudo alegremente. Sabíamos que o Senhor estava falando ao seu coração também. Todos saíram agradecendo a Deus por tudo.

O povo realmente está sedento. Mais tarde o parente voltou e pôde ouvir mais sobre Jesus. Pedimos a ele que guardasse estas palavras em seu coração, que nós estamos aqui nesta aldeia para dizer que Jesus ama a todos. Ele disse que guardaria.

“Porque o Espírito Santo vos ensinará naquela mesma hora, as coisas que deveis dizer.” (Lc 12.12)
Esse foi o dia em que Deus usou cinco mulheres para orar e testemunhar do nome de Jesus em um meio muçulmano, onde elas são desvalorizadas e não têm voz. Não temos noção dos mistérios de Deus, pois são muito grandes e vão além do que pensamos ou imaginamos, mas temos a certeza do poder e autoridade que há no nome do Seu Filho para quebrar cadeias e paradigmas. E tudo o que pudemos ver e contemplar naquele dia foram para que este mesmo Nome fosse glorificado nesta pequena aldeia chamada, Muzun.

Algo que falamos é que se Deus nos trouxe aqui somente para este dia e fim, nós nos sentimos privilegiados por ter podido contemplar e ver o seu agir em nós e no povo com quem vivemos.
Os campos estão brancos para a ceifa, e independente de povo, língua e nação; homem, mulher e criança, Ele nos chama para sermos despenseiros de Sua graça. Ele acredita em cada um de nós e nos capacita para exercermos este papel.

O mundo está clamando! E o que você está esperando?

Cíntia, Geima e Vivien
Muzun - MaliRadical África 5
Junta de Missões Mundiais
Convenção Batista Brasileira

terça-feira, 15 de junho de 2010

ACEITAÇÃO INCONDICIONAL

Esta é uma bela história e é também uma história real!
Sou mãe de três crianças (14, 12 e 3 anos) e recentemente terminei a minha faculdade. A última aula que assisti foi de sociologia... O professor dava as aulas de uma maneira inspiradora, de uma maneira que eu gostaria que todos os seres humanos também pudessem ser. O último projeto do curso era simplesmente chamado "Sorrir"... A classe foi orientada a sair e sorrir para três estranhos e documentar suas reações... Sou uma pessoa bastante amigável e normalmente sorrio para todos e digo oi de qualquer forma. Então, achei que isto seria muito tranquilo para mim... Após o trabalho ser passado para nós, fui com meu marido e o mais novo de meus filhos numa manhã fria de Março ao McDonald's. Foi apenas uma maneira de passarmos um tempo agradável com o nosso filho... Estávamos esperando na fila para sermos atendidos, quando de repente todos a nosso redor começaram a ir para trás, e então o meu marido também fez o mesmo... Não me movi um centímetro... Um sentimento arrebatador de pânico tomou conta de mim, e me virei para ver a razão pela qual todos se afastaram... Quando me virei, senti um cheiro muito forte de uma pessoa que não toma banho há muitos dias, e lá estava na fila dois pobres sem-teto. Quando eu olhei ao pobre coitado, próximo a mim, ele estava "sorrindo"... Seus olhos azuis estavam cheios da Luz de Deus, pois ele estava buscando apenas aceitação... Ele disse, Bom dia!, enquanto contava as poucas moedas que ele tinha amealhado... O segundo homem tremia suas mãos, e ficou atrás de seu amigo... Eu percebi que o segundo homem tinha problemas mentais e o senhor de olhos azuis era sua salvação.. Eu segurei minhas lágrimas, enquanto estava lá, parada, olhando para os dois... A jovem mulher no balcão perguntou-os o que eles queriam... Ele disse, "Café já está bom, por favor...", pois era tudo o que eles podiam comprar com as poucas moedas que possuiam... (Se eles quisessem apenas se sentar no restaurante para se esquentar naquela fria manhã de março, deveriam comprar algo. Ele apenas queria se esquentar)... Então eu realmente sucumbi àquele momento, quase abraçando o pequeno senhor de olhos azuis... Foi aí que notei que todos os olhos no restaurante estavam sobre mim, julgando cada pequena ação minha... Eu sorri e pedi à moça no balcão que me desse mais duas refeições de café da manhã em uma bandeja separada... Então, olhei em volta e vi a mesa em que os dois homens se sentaram para descansar... Coloquei a bandeja na mesa e coloquei minha mão sobre a mão do senhor de olhos azuis... Ele olhou para mim, com lágrimas nos olhos e me disse, "Obrigado!!" Eu me inclinei, acariciei sua mão e disse "Não fui eu quem fiz isto por você, Deus está aqui trabalhando através de mim para dar a você esperança!!" Comecei a chorar enquanto me afastava deles para sentar com meu marido e meu filho... Quando eu me sentei, meu marido sorriu para mim e me disse, "Esta é a razão pela qual Deus me deu você, querida, para que eu pudesse ter esperança!!"... Seguramos nossas mãos por um momento, e sabíamos que pudemos dar aos outros hoje algo pois Deus nos tem dado muito..... Nós não vamos muito à Igreja, porém acreditamos em Deus... Aquele dia, me foi mostrada a Luz do Doce Amor de Deus... Retornei à aula na faculdade, na última noite de aula, com esta história em minhas mãos. Eu entreguei "meu projeto" ao professor e ele o leu... E então, ele me perguntou: "Posso dividir isto com a classe?" Eu consenti enquanto ele chamava a atenção da classe para o assunto... Ele começou a ler o projeto para a classe e aí percebi que como seres humanos e como partes de Deus nós dividimos esta necessidade de curarmos pessoas e de sermos curados... Do meu jeito, eu consegui tocar algumas pessoas no McDonald's, meu filho e o professor, e cada alma que dividia a classe comigo na última noite que passei como estudante universitária... Eu me graduei com uma das maiores lições que certamente aprenderei:

ACEITAÇÃO INCONDICIONAL.

Que muito amor e muita compaixão seja enviada a todos que lerem esta mensagem e aprenderem a:

AMAR AS PESSOAS E USAR AS COISAS

E NÃO AMAR AS COISAS E USAR AS PESSOAS...


Pense nisso.

Autor Desconhecido

sexta-feira, 4 de junho de 2010

HOJE É COMEMORADO O DIA DO PROFISSIONAL DE INFORMÁTICA


HOJE É COMEMORADO O DIA DO PROFISSIONAL DE INFORMÁTICA.

SEGUE UM TEXTO EM HOMENAGEM.

1) O CARA DA INFORMÁTICA dorme. Pode parecer mentira, mas o CARA DA NFORMÁTICA precisa dormir como qualquer outra pessoa. Esqueça que ele tem celular e telefone em casa, ligue só para o escritório;

2) O CARA DA INFORMÁTICA come. Parece inacreditável, mas é verdade. O CARA DA INFORMÁTICA também precisa se alimentar e tem hora para isso;

3) CARA DA INFORMÁTICA pode ter família. Essa é a mais incrível de todas: Mesmo sendo um CARA DA INFORMÁTICA, a pessoa precisa descansar no final de semana para poder dar atenção à família, aos amigos e a si próprio, sem pensar ou falar em informática, impostos, formulários, concertos e demonstrações, manutenção, vírus e etc.;

4) CARA DA INFORMÁTICA, como qualquer cidadão, precisa de dinheiro. Por essa você não esperava, né? É surpreendente, mas o CARA DA INFORMÁTICA também paga impostos, compra comida, precisa de combustível, roupas e sapatos, e ainda consome Lexotan para conseguir relaxar... Não peça aquilo pelo que não pode pagar ao CARA DA INFORMÁTICA;

5) Ler, estudar também é trabalho. E trabalho sério. Pode parar de rir. Não é piada. Quando um CARA DA INFORMÁTICA está concentrado num livro ou publicação especializada ele está se aprimorando como profissional, logo trabalhando;

6) De uma vez por todas, vale reforçar: O CARA DA INFORMÁTICA não é vidente, não joga tarô e nem tem bola de cristal, pois se você achou isto demita-o e contrate um PARANORMAL OU DETETIVE. Ele precisa planejar, se organizar e assim ter condições de fazer um bom trabalho, seja de que tamanho for. Prazos são essenciais e não um luxo... Se você quer um milagre, ore bastante, faça jejum, e deixe o pobre do CARA DA INFORMÁTICA em paz;

7) Em reuniões de amigos ou festas de família, o CARA DA INFORMÁTICA deixa de ser o CARA DA INFORMÁTICA e reassume seu posto de amigo ou parente, exatamente como era antes dele ingressar nesta profissão. Não peça conselhos, dicas... ele tem direito de se divertir;

8) Não existe apenas um "levantamentozinho" , uma "pesquisazinha" , nem um "resuminho", um "programinha pra controlar minha loja", um "probleminha que a maquina não liga", um "sisteminha" , uma "passadinha rápida(ALIAS CONTA-SE DE ONDE SAIMOS E ATÉ CHEGARMOS)", pois esqueça os "inha e os inho (programinha, sisteminha, olhadinha, )" pois OS CARAS DA INFORMATICA não resolvem este tipo de problema. Levantamentos, pesquisas e resumos são frutos de análises cuidadosas e requerem atenção, dedicação. Esses tópicos podem parecer inconcebíveis a uma boa parte da população, mas servem para tornar a vida do CARA DA INFORMATICA mais suportável;

9) Quanto ao uso do celular: celular é ferramenta de trabalho. Por favor, ligue, apenas, quando necessário. Fora do horário de expediente, mesmo que você ainda duvide, o CARA DA INFORMATICA pode estar fazendo algumas coisas que você nem pensou que ele fazia, como dormir ou namorar, por exemplo;

10) Pedir a mesma coisa várias vezes não faz o CARA DA INFORMATICA trabalhar mais rápido. Solicite, depois aguarde o prazo dado pelo CARA DA INFORMATICA;

11) Quando o horário de trabalho do período da manhã vai até 12h, não significa que você pode ligar às 11:58 horas. Se você pretendia cometer essa gafe, vá e ligue após o horário do almoço (relembre o item 2). O mesmo vale para a parte da tarde: ligue no dia seguinte;

12) Quando CARA DA INFORMATICA estiver apresentando um projeto, por favor, não fique bombardeando com milhares de perguntas durante o atendimento. Isso tira a concentração, além de torrar a paciência. ATENÇÃO: Evite perguntas que não tenham relação com o projeto, tipo como.... vocês entendem é claro....;

13) O CARA DA INFORMATICA não inventa problemas, não muda versão de WINDOWS, não tem relação com vírus, NÃO É CULPADO PELO MAL USO DE EQUIPAMENTOS, INTERNET E AFINS. Não reclame! O CARA DA INFORMATICA com certeza fez o possível para você pagar menos. Se quer EMENDAR, EMENDE, mas antes demita o CARA DA INFORMATICA e contrate um QUEBRA GALHO;

14) Os CARAS DA INFORMATICA não são os criadores dos ditados "o barato sai caro" e "quem paga mal paga em dobro". Mas eles concordam... ;

15) E, finalmente, o CARA DA INFORMATICA também é filho de DEUS e não filho disso que você pensou...

O CARA DA INFORMATICA agradece.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O JIPE

Um jovem cumpria o seu dever cívico prestando serviço ao exército, mas era ridicularizado por ser cristão.
Um dia o seu superior hierárquico, na intenção de humilhá-lo na frente do pelotão, pregou-lhe uma peça...

- Soldado Coelho, venha até aqui!
- Pois não Senhor.
- Segure essa chave. Agora vá até aquele jipe e o estacione ali na frente.
- Mas senhor, o senhor sabe perfeitamente que eu não sei dirigir.
- Soldado Coelho, eu não lhe perguntei nada. Vá até o jipe e faça o que eu lhe ordenei...
- Mas senhor, eu não sei dirigir!
- Então peça ajuda ao seu Deus. Mostre-nos que Ele existe.

O soldado não temendo, pegou a chave das mãos do seu superior e foi até o veículo.
Entrou, sentou-se no banco do motorista e imediatamente começou sua oração.

"Senhor, tu sabes que eu não sei dirigir. Guie as minhas mãos e mostre a essas pessoas a sua fidelidade.
Eu confio em Ti e sei que podes me ajudar. Amém."

O garoto, manobrou o veículo e estacionou perfeitamente como queria o seu superior.
Ao sair do veículo, viu todo o pelotão chorando e alguns de joelhos...

- O que houve gente? - perguntou o soldado.
- Nós queremos o teu Deus, Coelho. Como fazemos para tê-lo? Perguntou o seu superior.
- Basta aceitá-lo como seu Senhor e Salvador. Mas porquê todos decidiram aceitar o meu Deus?

O superior chamou o soldado e caminhou com ele até o jipe enxugando as lágrimas...

Chegando lá, levantou o capô do veículo e o mesmo estava sem o motor!

DEUS CUIDA DOS SEUS E NÃO PERMITE QUE NINGUÉM NOS HUMILHE.
SEJA VOCÊ TAMBÉM UMA SEMENTE DE JESUS E VOCÊ SEMPRE COLHERÁ O BEM!

Espere...

No tempo de Deus (que não é o seu) aquilo que você tanto almeja
ser-lhe-à dado.
Se você está passando por provas, não se desespere.
O Senhor está formando seu caráter e no tempo certo Ele lhe dará a vitória.


Deus tem visto suas lutas!
Deus diz que elas estão chegando ao fim.
Uma bênção está vindo em sua direção.


DEUS É DEUS...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Fifa quer impedir manifestações religiosas durante a Copa

Brasil é o alvo principal da entidade
Kaká não poderá usar a camisa em que diz que 'pertence a Jesus' Foto: Banco de imagens
Rio - Nem atentados terroristas, nem o barulho das vuvuzelas. A grande preocupação da Fifa para a Copa do Mundo é a manifestação religiosa de jogadores das seleções durante o torneio. A entidade pediu aos atletas moderação ao expressarem sua fé - um comunicado foi enviado às federações de cada país para tentar impedir que os jogadores comemorem gols e vitórias com mensagens do tipo.
E o Brasil é um dos maiores alvos da Fifa. Vale lembrar que a Seleção comemorou o título do Mundial de 2002 com uma grande roda de oração no centro do campo e repetiu o feito na conquista da Copa das Confederações em 2009. Alguns atletas procuram mostrar suas mensagens em camisas após o fim dos jogos.
O tema, porém, é delicado. Ao mesmo tempo que procura rechaçar as manifestações, a Fifa não quer passar a impressão de estar propondo um cerceamento religioso. Em reportagem publicada no jornal Estado de S. Paulo nesta terça, a assessoria de imprensa da entidade disse que cada seleção receberá a visita de um representante da Fifa para falar sobre temas relacionados com a Copa e o comportamento dos jogadores - a religião estará na pauta.
De acordo com o diretor de comunicação da Seleção, Rodrigo Paiva, os atletas brasileiras já foram avisados sobre o procedimento da Fifa.
"Fomos comunicados sobre essa questão e todos os jogadores foram alertados", disse ele, também ao Estado de S. Paulo. "Todos têm sido discretos na manifestação aqui dentro da concentração", completou Paiva, advertindo que é difícil controlar a espontaneidade dos jogadores na comemoração dentro de campo.
Entre as determinações da Fifa, está a proibição aos jogadores de levantar a camisa para mostrar mensagens religiosas escritas em camisetas usadas debaixo do uniforme. Faixas também não poderão ser levadas a campo, nem ser estendidas para comemorar gols ou vitórias nas partidas do Mundial. Por outro lado, a presença de padres ou pastores nas delegações estão liberadas, desde que eles não participem de atividades ligadas à Copa.
Na Copa de 2002, jogadores fizeram uma grande roda de oração para agradecer pelo pentacampeonato mundial.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Casamento e Amor

Venho me perguntando o que faz as pessoas optarem pelo casamento se contam com outras alternativas para a vida a dois. A justificativa mais comum para o casamento é o amor. Mas devemos considerar que o amor é uma experiência cuja definição está em xeque não apenas pela quantidade enorme de casais que “já não se amam mais”, como também pelo número de pessoas que se amam, mas não conseguem viver juntas. Talvez por estas duas razões — o amor eterno enquanto dura e o amor incompetente para a convivência — nossa sociedade providenciou uma alternativa para suprir a necessidade afetiva das pessoas: relacionamentos temporários em detrimento do modelo indissolúvel. Mas, mesmo assim, o número de pessoas que optam pelo casamento em sua forma tradicional, do tipo “até que a morte vos separe”, cresce a cada dia. Acredito que existe uma peça do quebra-cabeça que pode dar sentido ao quadro. Trata-se da urgente necessidade de desmistificar este conceito de amor que serve de base para a vida a dois. Afinal de contas, o que é o amor conjugal? Para muitas pessoas, o amor conjugal é confundido com a paixão. Paixão é aquela sensação arrebatadora que nos faz girar por algum tempo ao redor de uma pessoa como se ela fosse o centro do universo e a única razão pela qual vale a pena viver. Esta paixão geralmente vem acompanhada de uma atração quase irresistível para o sexo, e não raras vezes se confunde com ela. Assim, palavras como amor, paixão e tesão acabam se fundindo e tornando-se quase sinônimas. Este conceito de amor justifica afirmações do tipo: “sem amor nenhum casamento sobrevive”, “sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena”, “é o sexo apaixonado que dá o tempero para o casamento”. Minha impressão é que todas estas são premissas absolutamente irreais e falsas. Deus justificou a vida entre homem e mulher afirmando que não é bom estar só. Nesse sentido, casamento tem muito pouco a ver com paixão arrebatadora e sexo alucinante. Casamento tem a ver com parceria, amizade, companheirismo, e não com experiências de êxtase. Casamento tem a ver com um lugar para voltar ao final do dia, uma mesa posta para a comunhão, um ombro na tribulação, uma força no dia da adversidade, um encorajamento no caminho das dificuldades, um colo para descansar, um alguém com celebrar a vida, a alegria e as vitórias do dia-a-dia. Casamento tem a ver com a certeza da presença no dia do fracasso e a mão estendida na noite de fraqueza e necessidade. Casamento tem a ver com ânimo, esperança, estímulo, valorização, dedicação desinteressada, solidariedade, soma de forças para construir um futuro satisfatório. Casamento tem a ver com a certeza de que existe alguém com quem podemos contar apesar de tudo e todos.
A certeza de que, na pior das hipóteses e quaisquer que sejam as peças que a vida possa nos pregar, sempre teremos alguém ao lado. Nesse sentido, não é certo dizer que sem amor nenhum casamento sobrevive, mas sim que sem casamento nenhum amor sobrevive. Não é certo dizer que sem paixão, nenhum relacionamento vale a pena, mas sim que sem relacionamento nenhuma paixão vale a pena. Não é o sexo apaixonado que dá o tempero para a vida a dois, mas a vida a dois que dá o tempero para o sexo apaixonado. Uma coisa é transar com um corpo, outra é transar com uma pessoa. Quão mais valiosa a pessoa, mais prazeroso e intenso o sexo. Quão menos valorizada a pessoa, mais banal a transa.
Assim, creio que podemos resumir a vida a dois, entre homem e mulher, idealizada por Deus, em três palavras que descrevem um casal bem-sucedido:
Um casal bem-sucedido é um par de amantes.Um casal bem-sucedido é um par de amigos.Um casal bem-sucedido é um par de aliados.
São três letras A que fornecem a base de uma relação duradoura. Amante se escreve com A. Amigo se escreve com A. Aliado se escreve com A. E não creio ser mera coincidência o fato de que todas as três, amante, amigo e aliado, se escrevem com A… A de amor.
Ed René Kivitz